As mães também jantam e também têm amigas. Um dia, a minha filha mais nova ficou muito surpeendida quando descobriu que, na sua ausência, eu comia batatas fritas e que, às vezes, jantava no sofá a ver televisão. Pois é essa mesma filha que hoje diz, muito segura de si, "Então não sabem? Quando nós não estamos a mãe janta com as suas amigas cá em casa. Ela não fica triste quando está sozinha."
Era dia 25 de novembro. Faltava um mês para o Natal, por isso, o jantar já tinha cores da época. Foi o jantar do mês. Acontecem cá em casa. Cada uma traz qualquer coisa. Às vezes cozinhamos e isso já faz parte do encontro. Outras vezes já vem tudo mais adiantado. Desta vez as iguarias estavam deliciosas e tinham um certo ar gourmet - uma salada maravilhosa, farinheira com ovos, espargos com presunto em massa filo, umas torradas com azeite e alecrim do Monte do Outeirinho, uns petits gateaux e... caipirinhas! Que bem que tudo nos soube.
Habitualmente, são mães que se reúnem, mas não é disso que se trata. É um jantar de Mulheres. Com tudo a que temos direito. Porque às vezes, quem está presente não é mãe. São energizantes e poderosos pois estão cheios de alegria, de vontade de estar, de partilhar, de apoiar quem precisa. Muitas vezes o colo feminino sabe bem. Uma gargalhada mais forte é contagiante.
Tornaram-se tão importantes que não há agenda, compromisso, viagem que inviabilize o encontro - seja ele realizado mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos requinte... O que é verdade é que, religiosamente, todos os meses, ele acontece porque três mulheres assim o desejam, porque acreditam que é bom, especial e único. "Crer é tornar possível o impossível"
P.S. Neles nascem muitas vezes soluções para problemas que pareciam não ter saída, criam-se redes de apoio... Vão-se criando laços e relações maravilhosas.



Sem comentários:
Enviar um comentário