É 6ª feira. A meteorologia promete temperaturas altas para o fim de semana. Este será provavelmente o último sem trabalhos de casa nos próximos 9 meses. O carrinho das farturas já está ao pé do coreto. Trabalho afincadamente para depois ir viver dois dias de férias. Aproveitar tudo o que a comunidade nos oferece - ler livros da biblioteca, andar de bicicleta, a praia... Está prometido às crianças - vou buscá-las cedo à escola, comemos uma fartura e a aventura estará iniciada. Aí vamos nós, saborear a vida, nada conformados com a rotina! (O único compromisso que temos é 2ªf estar na escola às 8h20. para mais uma semana)
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Brincar como se não houvesse amanhã...
E pronto! Os novos espaços e materiais começaram a ser usados. Assim, sem mais nem menos, só porque lhes apeteceu. Modelaram bonecos lindos de morrer. A sala transformou-se numa imenso oceano onde navegavam barcos (acabando um deles por ancorar numa dobradiça da porta do quarto). Experimentaram os fantoches mas sem grande sucesso. Cortaram-se rolhas para reproduzir trabalhos realizados nas actividades do Palácio de Cristal do final de agosto.
Amanhã começa a escola. Lá perguntei o que esperavam deste ano lectivo. Relembrei coisas boas de ir à escola. Falámos do que gostamos e do que não gostamos. Prometi que amanhã poderiam brincar toda a tarde e continuar os jogos de faz de conta que ficaram montados (espero não ser solicitada durante a noite pois corro sérios riscos de afundar um barco ou destruir um belo jantar de familia a decorrer na casinha das bonecas).
Amanhã começa um novo ano! E eu continuo a espreitar religiosamente o site da playfullearning ;-)
(esta foto também é de lá - playfullearning)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
A casa como espaço de aprendizagem e de desenvolvimento
Em setembro, faço sempre umas arrumações. Retiro os desenhos que restam do ano lectivo anterior. Repenso o espaço de modo a dar resposta às necessidades das crianças que cresceram. Foi assim que nasceu:
É por isso que esta semana sigo religiosamente as publicações de um site que me enchem as medidas - o playfullearning.
Esta semana, ainda a meio gás, é altura ideal para testar a nova organização dos espaços e materiais.
- um cesto cheio de fantoches, junto da janela da sala, apelidado de "fantoches e imagens para inventar histórias"
- uma caixa cheia de material para fazer pinturas (com tintas, aguarelas, pinceis e por aí fora)
- uma caixa cheia de materiais para fazer recortes, colagens, desenhos e tudo o que a imaginação ditar
- um cesto cheio de moldes, rolos e plasticinas
É por isso que esta semana sigo religiosamente as publicações de um site que me enchem as medidas - o playfullearning.
(foto retirada do site playfullearning)
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Os jogos olimpicos lá por casa
Os jogos olimpicos estão quase a chegar ao fim mas foram vividos com muito entusiasmo. Antes de terem inicio, contei-lhes como os seguia atentamente quando tinha as suas idades. As emissões televisivas seriam uma oportunidade de conhecerem imensas modalidades, de descobrirem a perdilecta do seu coração. A motivação foi tanta ou tão pouca que deu nisto: de repente, tinha um pódio, medalhadas e vencedores de diversas modalidades.
Adoro quando brincam ao faz de conta!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
As saudades vão apertar...
Sei que as saudades apertarão. Dentro em breve os miudos vão partir para um longo período de férias com o pai. Estamos prestes a terminar 3 semanas non-stop. Sinto-me uma SUPER - MÃE.
A maior parte do tempo foi passado só com eles, a 4, entre praia, campo, gargalhadas, choros e ranger de dentes. Umas noites bem dormidas, outras nem por isso. Providenciei alimentos muitas vezes ao dia. Geri conflitos entre irmãos, outras vezes, não, deixei-os por eles (a entenderem-se como quisessem - não é a família, o local especial para treinar as competências que precisamos para enfrentar o mundo?). Experimento um descanso mental, acompanhado por um certo cansaço físico.
Sei que as saudades apertarão mas nas próximas semanas, a Mãe estará de férias dos filhos. De regresso ao trabalho e a todos os desafios da Mãe Profissional que a esperam!
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Fomos a banhos...
Estivemos lá para os lados de Santa Cruz. A família foi a banhos. E como nós adoramos estar por lá. "Não há horas para nada", opinião geral e consensual. Tudo é perto, mesmo muito perto. As crianças experimentam uma liberdade controlada. Vão à praça semi-sozinhas. Admiram-se com a quantidade de legumes e de fruta que podem comprar com tão pouco dinheiro. Comemos peixe fresquinho.
Foram "clientes" assiduos à Biblioteca de Praia (que se instala durantes os meses de verão, naquela pacata terra e que funciona num horário alargado). Exploraram as poças entre as rochas na maré vazia, onde encontraram caranguejos, lapas e afins.
Para além das raquetes e das pranchas de bodyboard, houve mais 2 actividades no top: cartas (jogo do peixinho e keimz) e os quebra-cabeças II da Edicare (que foram jogados ora individualmente, ora a pares).
Um dia, "fechámos a praia". Fomos os últimos a sair, já depois do banheiro ter retirado a bandeira e ter abandonado o seu posto. Passeámos à noite. Deitámo-nos mais tarde.
Soube a pouco. Queremos mais. A Mãe diz que vamos voltar. Um dia. Antes das aulas começarem. Ou mesmo já na escola, desde que haja bom tempo.
terça-feira, 17 de julho de 2012
À minha beira ou ao pé de mim?
Eu quis tê-los bem pertinho de mim e por isso, a semana passada, lá rumámos, os 4, para o Porto. Foi uma semana em cheio. Para eles, com sabor a férias. Para mim, com sabor a trabalho. Para todos, rodeados de muitos amigos, imensa animação, muitas aventuras e descobertas.
Ao fim do primeiro dia, dei com eles, no banco de traz do carro a fazerem um jogo. Um dizia uma frase e desafiava outro: "Agora diz isto à Porto." Habitualmente a frase seleccionada envolvia expressões tipicas (e diferentes), "V" e "B" e muitas vezes o som "OU".
O Zé Maria experimentou as actividades de verão promovidas pela Faculdade de Desporto. Fabuloso. Mesmo ao seu jeito. Regressou muitos dias de alma cheia - pela experiência e por se destacar no desempenho de modalidades que nem imaginara existir. Tornou-se fã do salto em comprimento e do Peter Golf. Mesmo sem futebol ou futsal, o programa encheu-lhe as medidas. As meninas andaram encantadas pelo Palácio de Cristal, no Verão Verde, organizado pela Eco-Animação.
Eu gostei do sabor a mobilidade. Saber que podemos estar aqui mas também ali. Que é possível descomplicar e viver em qualquer cidade. Que tenho uns miudos fantásticos que alinham comigo. Que somos capaz de celebrar as pequenas conquistas com um frango assado e uns refrigerantes, sentados no chão a fazer um piquenique (porque isso era diferente - e as coisas boas são para assinalar com coisas fora do comum). Estamos prontos para repetir a aventura! (e para a próxima compro crachás para todos)
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O atleta
Estava eu a arrumar fotografias e encontrei esta. O Zé Maria é um desportita por natureza. Gosta de actividades fisicas. De umas mais do que outras. O que é engraçado é que quando se envolve com uma modalidade, descobre imensas coisas acerca da mesma. Aceitá-lo como é, com os seus interesses, com as suas diferenças relativamente a mim, ao que aprecio é o desafio. É o amor incondicional.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Uma escola em casa... para a Matilde!
A semana passada, estava determinada a fazer, uma escola em casa para a Matilde. Desde que escrevi a carta à sua professora, no final do ano lectivo, parece que sinto uma responsabilidade maior de a ir ajudando a viver o que aprendeu. Acho que, acima de tudo, pensar e realizar actividades me dá imenso prazer :-)
No seu Diário de Bordo (das férias do ano passado), escrevi uma lista de tarefas que ela poderia fazer:
- ler um livro da biblioteca
- fazer uma ilustração para o livro que lera
- escrever, na máquina de escrever, uma receita
- arrumar a sua gaveta do quarto (onde guarda os seus pertences)
- lavar roupa à mão
- pôr a mesa para o jantar
- cozinhar o almoço
- não fazer nada
- dormir a sesta
- escrever a história de banda desenhada do livro Escreve o teu livro de histórias
As regras de funcionamento eram simples:
- A Matilde podia escolher a actividade que queria realizar, mas tinha que ser uma de cada vez.
- Quando terminasse a actividade tinha que responder a umas perguntas que eu inventei: quanto tempo tinha demorado a fazer a actividade; se a tinha realizado sozinha ou com ajuda; se tinha gostado e quanto prazer lhe dera.
- Podia sugerir outras actividades que não estivessem na listas e lhe apetecesse fazer (por exemplo, propôs fazer uma pulseira e um colar com missangas e eu desafiei-a, a seguir, para registar os padrões!)
A minha ideia era promover a autonomia, estimular a criatividade, "fazê-la usar" competências que desenvolvera na escola, permitir-lhe realizar tarefas domésticas que aprecia e dar-lhe liberdade. Respeitar o seu ritmo.
O que eu mais gostei e me encheu mesmo as medidas? Descobrir que tenho uma inventora de bolos que tem uma noção muito clara do que é necessário para fazer uma sobremesa deliciosa. O entusiasmo com que fez a receita, a expectativa de provar o que cozinhara para descobrir se era bom (comestível!)... foi um encanto!
À noite temos estado a escrever a história de banda desenhada porque... o momento de leitura, antes de dormir, também pode ser transformado em momento de escrita!
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Uma semana e tanto...
Hoje começa uma nova semana. A passada foi recheada de aventuras e coisas boas, tendo culminado com um domingo maravilhoso. Mesmo como eu gosto.
Olho para trás e vejo que houve de tudo um pouco:
- A Madalena esteve 4 dias fora num acampamento (como a invejei, bateu-me aquela nostaligia de quem viveu muitas aventuras em colónias de férias e acampamentos).
- A vida do Zé Maria ficou marcada pela peripécia do dente partido.
- A Matilde foi eleita a "inventora de bolos" - criou uma receita, testou-a e descobriu que ajustes era preciso fazer. Toda a família (proxima e alargada pode saborear).
- A Mãe, em nome da Family Coaching, foi convidada a participar no 61º aniversário do leite Vigor e dar a conhecer este seu projecto (foi muito giro - levei os dois petizes mais novos que se divertiram à brava!)
- Cá por casa passaram 4 dos 5 sobrinhos, de forma a que criança entreteve criança para a Mãe conseguir ir trabalhando.
Mas bom, bom foi o domingo. Dormi 10 horas seguidinhas. Fizemos tudo ao ritmo que nos apeteceu, de tal forma que o nosso almoço foi "partido ao meio" - comemos a fruta e a sopa, saímos para tratar de assunto importante e, de regresso, pelas 14h30 terminámos o nosso almoço, degustando umas pizzas deliciosas confeccionadas pelos miudos. Deu para ir ao estádio nacional, deitar na relva, andar de bicicleta, jogar à bola, lambusarmo-nos com um gelado e... brincar na rua!
Dei comigo a pensar nas minhas avós: Como é que elas faziam quando, no verão, nós ficávamos com elas? Como é que elas tinham tempo para tratar da casa? Brincávamos na rua, entretinhamo-nos sozinhos, enrolavamo-nos até ficarmos cansados de não fazer nada... Acho que o nosso domingo acabou por ter um bocadinho disto. Resultado: um coração cheio de boas lembranças! Uma força e uma energia enorme para arrancar a nova semana cheia de trabalho (aqui para a Mãe) e repleta de diversão, espero eu, para os miudos!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Ontem jogámos Mikado
Gosto disto nas férias - jogos ao final do dia, antes de ir dormir. Ontem foi dia de jogar Mikado. "Deu o pai e a mãe à Sandra, 1975" Começámos por fazer contas - "Que idade tinha a Mãe quando recebeu o jogo?" Aí foi como que uma viagem no tempo. Acho que me imaginaram do tamanho deles.
Lá fomos jogando. Decidindo quem era o 1º, o 2º e o 3º (que ontem eramos só 3!). Foram descobrindo que eu tinha imensos truques, que é importante ser paciente, observar bem, usar as duas mãos... No final, havia sempre contas para fazer e várias estratégias a adoptar - desde somar todos os paus a usar as tabuadas do 2, do 3, do 5 e do 10, recorrendo ou não a papel e caneta...
Ontem foi dia de jogo. Hoje também mas no ecrã da televisão!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Um dia de pernas para o ar...
Balanço do dia:
PS: Aprendi que quando se parte um dente devemos mantê-lo dentro da boca ou mergulhá-lo num copo de leite para que a reconstrução seja facilitada.
Um dente partido, muitas coisas feitas por casa, uma reunião aos bocadinhos, emails enviados entre solicitações dos filhos, uma máquina da roupa reparada, um calor insuportável, uma adernalina sem fim e o desejo de uma bebida fresca ao cair da noite para relaxar.
(foto de um album inspire me)
PS: Aprendi que quando se parte um dente devemos mantê-lo dentro da boca ou mergulhá-lo num copo de leite para que a reconstrução seja facilitada.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Carta aberta...
à professora da minha filha Matilde porque é altura de arrumar as coisas. Fechar o ano lectivo. Fazer as malas. Partir para o verão.
"Querida Professora:
Tendo terminado o ano lectivo, quero partilhar consigo o que me vai na alma enquanto Mãe da Matilde.
Obrigada por todas as vezes em que me deixou entrar na sua sala e dinamizar a Biblioteca de Turma. Que giro que foi (e que bom) ver os miudos, depois, a trazerem livros para ler ao fim de semana.
Obrigada por toda a dedicação e empenho que pôs no ensino à Matilde.
Gostei muito quando as carteiras ficaram em grupo. Acredito na aprendizagem cooperativa. Cá em casa praticamo-la. É bom os miudos aprenderem que há diferenças entre eles. Aprenderem a respeitar a individualidade de cada um. Descobrirem que podem ajudar-se uns aos outros...
Obrigada pelo Dia da Mãe - pela aula de ginástica e pelo lanche na sala.
A sala de aula é o seu espaço. A minha casa é o meu. Eu acredito que quando respeitamos os limites de cada um mas deixamos que eles se cruzem, se misturem, as crianças ganham. Aprendem que a escola e a vida andam de mãos dadas. Aprendem que a escola e a vida se alimentam mutuamente.
Apesar de saber que tenho uma filha que preferia ficar em casa e aí fazer as aprendizagens, acho que ela tem uma professora fantástica que a cativa, a motiva e apoia a vencer este seu desejo de ficar em casa. A Matilde adora as suas aulas de expressão plástica.
Obrigada por ter estado, este ano lectivo, ao lado da Matilde e a ter apoiado nas suas descobertas.
Agora, eu prometo, durante estes 3 meses, dar continuidade ao seu trabalho, à minha maneira. Iremos muitas vezes à biblioteca. Leremos em silêncio e em voz alta. Faremos teatros de fantoches. De certeza que iremos à praça descobrir o preço/quilo, pesar o que compramos e descobrir quanto custa. Cozinharemos receitas deliciosas. Escreveremos cartas e postais. Brincaremos imenso, daremos imensos mergulhos na praia e descansaremos para em Setembro, a Matilde estar de volta, mais crescida e descansada, pronta para os desafios do 3º ano.
1 grande beijinho,
Umas excelentes férias e até Setembro,
terça-feira, 19 de junho de 2012
Já sabe um bocadinho a férias...
"Já estamos de férias!", gritavam os miudos, na 6ªf, no banco de trás, quando regressávamos das últimas festas de final de ano lectivo. Uffffffff! E eu também já estou um bocadinho de férias. Acabaram-se as rotinas, as lancheiras, os 12 snacks por dia... Até setembro, pausa! Eu sei, vêm outros desafios. Os das férias. Mas esses são bons. Talvez porque tenha na minha memória de infância, registos deliciosos desses tempos. Emoções e sensações que quando revisitadas me fazem sorrir. Por isso gosto do verão.
Gostava de lhes proporcionar as condições para que possam viver as suas aventuras. Seja procurando peixinhos, nas poças de água, na praia. Seja trepando as rochas como se dos Himalaias se tratasse. Seja molhando-se nos repuxos no meio da rua. Seja partilhando brincadeiras e lanche com amigos. Seja não fazendo nada... Seja...
Seja... Partir à aventura e saborear o verão. As escolhas serão deles. Eu, tenho 1001 ideias na cabeça. Farei a minha parte.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
No carro da Mãe...
No carro da Mãe..
- comemos o pequeno-almoço quando saímos atrasados de casa (as migalhas para cima do guardanapo, por favor!)
- lemos quando os semáforos ficam vermelhos (porque alguém disse que ler em andamento faz mal aos olhos)
- cantamos as músicas preferidas e ficamos a par das novidades (partilhamos o que cada um gosta mais)
- ouvimos os noticiários e comentamos o que os locutores dizem
- trocamos cromos
- fazemos jogos com as matriculas dos carros
- lemos os outdoors
- olhamos o rio Tejo e contemplamos a sua beleza
- tentamos adivinhar o tempo para cada dia, olhando para o céu
- temos as conversas mais interessantes (a Mãe apanha-os ali sentadinhos e zunga! toca a abordar tudo quanto é assunto)
- o Amor dos irmãos materializa-se (quando um precisa de vomitar e o do lado lhe segura a cabeça)
No carro da Mãe cabe a vida da nossa família.
PS: As fotos são todas de albuns da Inspire.me
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sexta-feira, 8 de junho de 2012
Sonho de uma Mãe viajante... Ao caminho! Aí vamos nós!
Eu sou uma Mãe viajante. Quer isto dizer que durante todo o ano viajo muito. Em trabalho. Por esse país fora. Chegadas as férias de verão, estando eu ainda a laborar e as crianças a saborear o merecido descanso, terão que viajar comigo.
Quando chegarmos ao destino, elas terão à sua espera, actividades adequadas à idade. Assim que percebi que necessitava de procurar recursos, pus-me em acção. Foi com enorme alegria que encontrei um blog que compila informação acerca de ocupações nas férias, em todo o país. Sim, leram bem - EM TODO O PAÍS! (ou melhor, em muitas cidades do país). Parabéns a quem teve esta excelente ideia.
Eu, que sou uma sortuda, na minha insessante busca, contei com a ajuda de "agentes locais", dos serviços secretos da Amizade para conseguir conjugar da melhor forma os interesses de cada criança, os horários e os preços. Mas... deste trabalho surgiu-me uma ideia. Acho que nasceu um sonho. Que giro que era ter, nas cidades, um espaço aberto para as crianças, com actividades variadas e que estas pudessem frequentar consoante a necessidade. Sim, porque o que tem sido mais dificil, nesta minha aventura, tem sido explicar e ajustar os preços a quem só precisa de 2 ou 3 dias. Tudo está formatado para "a semana"... Flexibilidade, precisa-se!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
É 6ªfeira... Dia de abrandar e de começar a aproveitar
É 6ªfeira. Apetece-me escrever qualquer coisa antes de ir de fim de semana. Tenho tantas ideias na minha cabeça que o dificil é escolher. Gosto que o sábado e o domingo sejam dias de abrandar, de descansar, de fazer o que nos apetece. Sem horas e sem pressas. Nem sempre é fácil. Mas quando olho para os miudos e os vejo a deixar as brinacdeiras montadas (para serem retomadas várias vezes durante aqueles dois dias) ou quando os vejo vestidos como lhes apetece, digo para os meus botões: "objectivo alcançado".
O dificil, por vezes, é entrar nesse modo. Ser capaz de abstrair da desarrumação que se estabelece. Almoçar com uma sevilhana, com um empregado de um restaurante imaginário ou com um ainda de pijama pode ser fantástico. O dificil é confiar, deixar de controlar. Acreditar que no domingo ao final da tarde, serão capaz de pôr a casa em ordem para entrarmos na rotina da semana de trabalho. Se consigo tudo isso, curtir o momento é maravilhoso. Sabe-me mesmo bem, começo a semana verdadeiramente revigorada. Feliz.
E sim, acho que vê-los fazer de conta sabe-me mesmo bem. Vejo toda a imaginação e criatividade à flor da pele. Certifico-me que apesar de crescerem em idade e tamanho continuam a alimentar a criança que trazem dentro deles.
É fim de semana. Hora de abrandar e de aproveitar.
quinta-feira, 22 de março de 2012
O ritmo da vida: às vezes é preciso ir mais devagar...
As últimas semanas têm sido uma loucura - os últimos testes das 3 crianças, festa de aniversário (comemoração tardia) e também muito trabalho da Mãe! Nestas alturas, penso inumeras vezes que só preciso de sobreviver. Nas rotinas, diminuo (e muito!) 0 meu nível de exigência - a roupa para engomar é menor, aceito ajuda de quem quer dar e seleciono mesmo as prioridades. Mas mesmo assim, às vezes é muito dificil e parece uma missão quase impossível. E foi neste contexto que recebi duas imagens muito inspiradoras da Madalena. De repente, dei-me conta que os filhos também podem ser fonte inspiração e modelo para os pais. A forma como ela luta pelo que quer deixou-me a pensar. Fez-me ir atrás de sonhos. Pôs-me de novo na estrada, comecei a dar asas ao projecto do "Cantinho da escrita".


O "Cantinho da escrita" é uma ideia simples e ainda em construção. Surgiu da necessidade de apoiar a Matilde a melhorar a sua ortografia. A Madalena cedeu a sua secretária que se transformou num espaço de todos. Mudámos a sua localização. Usámos um quadro para escrever com letras de iman. Arranjámos um arquivo para jornais e revistas (que podem ser lidas e recortadas as letras)... Está longe de estar pronto. Vai tomando forma, aos poucos, ao ritmo da vida, da nossa vida. As crianças andam por lá. As letras vão entrando na vida, na nossa vida. Escrevem-se mensagens secretas. Tudo é possivel. Há fantoches para alimentar a imaginação da escrita. Tinha idealizado montá-lo e apresentá-lo pronto mas rapidamente compreendi que não fazia sentido. Estava cansada, esgotada. Precisava deles para o edificarmos em conjunto.
É bom percebermos que a vida é assim. Que o ritmo é assim. Que, às vezes, precisamos de abrandar, de ir mais devagar.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Alternativas para um dia de férias...
As férias escolares são sempre um desafio para os pais. Quando consigo tento conjugar uns dias de férias profissionais e escolares. Ontem foi o caso. Planear o que fazer com as crianças toma-me algum tempo mas vou conseguindo encontrar soluções engraçadas.
Pela 2ª vez organizei-me com um grupo de mães (também elas de férias e com os seus petizes para ocupar) e contatámos a Ilustrarte (Expsoição Internacional de Ilustração Infantil, patente no Museu da Electricidade). A proposta era visitar a exposição e depois os miudos realizarem o atelier - Uma história com muitas mãos.

Uns mais motivados do que outros. Uns com desejo de explorar os livros infantis e espaços maravilhosos que tinham à disposição. Uns mais atentos, outros mais participativas. Sempre sem stress, na companhia de uma monitora atenta e disponivel a visita decorreu de forma tranquila. Houve espaço para tudo e para todos.


Depois de espreitar algumas das gavetas, com ilustrações muito giras e variadas, onde puderam descobrir várias técnicas de expressão plástica, o repto foi lançado ao grupo. Ouvirem a história "Primeiro dia de aulas", do António Torrado, e depois re-ilustrá-la e construir o um novo livro.
A criatividade foi mais que muita. Os trabalhos ficaram lindos de morrer. O museu ganhou mais um livro ilustrado por muitas mãos, que após conclusão deu direito a assinatura por parte de todos os ilustradores.
O tempo estava maravilhoso, por isso ainda fizemos um piquenique na relva e aproveitámos para fazer alguns jogos ao ar livre.
No fim, as crianças não queriam partir. As Mães ficaram de organizar nova actividade para a próxima interrupção lectiva. O que mais gostei?
- Termos utilizado um recurso da comunidade que estava ali, disponivel e gratuito.
- Ter estado com outras Mães (que sempre deu para dois dedos de conversa).
- Ver as crianças alegres e divertidas.
- Poder funcionar como rede de suporte para mães que tiveram que trabalhar e que nos confiaram os seus petizes.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A dificil arte de educar "fora da box"
Esta é uma questão com que me tenho debatido ultimamente - a arte de educar os meus filhos "fora da box". Numa socidade em que se grita o direito à diferença mas em que se olha de lado para a criança que decide vestir um disfarce para ir jantar fora (sem que seja época de carnaval). Em que se anuncia que o importante é ter trabalhadores criativos e flexiveis mas em que a escola previlegia quem faz tudo igual, responde da mesma forma (tendo em vista o resultado mais do que o processo). Num mundo em que a maioria das pessoas à minha volta dita regras só porque sim, sem pensar na razão que está por trás... Decidi, de uma forma muito consciente, educar os meus filhos "fora da box". Tenho como valores importantes a transmitir (e a fazê-los viver) a criatividade e a felxibilidade. Acredito que se experimentarem, de vez em quando, fazer coisas diferentes e ao contrário, terão mais probabilidades de dar a volta às adversidades da vida e de serem imensamente felizes.
Foi assim, com este espírito que nasceram ideias como...
- a refeição ao contrário, em que começamos pela sobremesa e terminamos na sopa
- folgar à 4ªf em vez de ao sábado (porque a Mãe trabalha ao sábado, decidimos que o fim de semana, ie, o descanso, pode ser quando nós quisermos)
- ser outras pessoas, ie, brincar MUITO ao faz de conta
- jantar farturas e churros com chocolate (nem que seja só uma vez)
- questionar a forma única de fazer TPC's (Tem que ser pela ordem que a professora diz? As palavras dificeis para o ditado têm que ser estudas, re-escrevendo-as 5 vezes ou posso inventar uma história com elas? O gosto pela leitura e pela escrita só se desenvolve escrevendo ou também podemos inventar histórias, à noite, antes de ir dormir, com fantoches?)
- "pensar fora da box" - quando ao jantar apresentam soluções únicas para os problemas, a Mãe pergunta: "E se pensasses fora da box? Uma maneira completamente diferente de fazer isso?"
Acredito que desta forma posso estar a contribuir para o desenvolvimento de pessoas verdadeiramente flexiveis, criativas e auto-confiantes. Imagino a Matilde a pôr umas meias com uns saltos altos só porque sim, porque gosta (independentemente de ser moda ou não). Imagino a Madalena a qusetionar quem lhe apresente uma verdade absoluta. Imagino o Zé Maria a encontrar várias formas de ajudar um amigo que se magoou. Imagino... Desejo... Sonho... Sou... Fora da box!

P.S. 1: Todas as fotos são de albuns Inspire me
P.S. 2: Decidi usar a terminologia "fora da box" lá por casa pois gostam do programa e apreenderam facilmente o conceito
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