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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Numa tentativa de sobrevivência...

(foto de um album do Inspire me)

Numa tentativa de sobrevivência vi-me forçada a re - organizar a minha (e nossa!) vida doméstica. Depois de uma semana em que tudo correu muito bem mas em que, no domingo à noite me sentia estoirada e a precisar de um verdadeiro fim de semana, repleto de descanso... Resolvi pôr mãos à reflexão e definir o que queria mudar.

  • Durante a semana, as crianças tinham descansado depois das suas obrigações escolares mas eu não!
  • No fim de semana fizemos TUDO (e era bem ambicioso este tudo) e eu dei atenção a todos (menos a mim!)
  • O trabalho tem-se multiplicado (graças a Deus) e eu sou só uma
  • Os trabalhos escolares em casa também parecem cogumelos, os testes estão à porta e por mais autónomos que sejam, sei comigo a fazer dois ditados em simultâneo (um do 2º ano e outro do 3º)
Posto isto, pus-me a reflectir no que poderia fazer diferente. O que queria incrementar ainda mais cá por casa. E o resultado foi simples: mais AUTONOMIA das crianças e mais DESCANSO meu (e porque não delas também?!)


Os legos sairam da caixa. As obras de arte nasceram das mãos dos mais novos, enquanto eu ficava disponivel para qualquer coisa. Os livros estão por todo lado, sempre apelativos e irresistiveis para alguns. Os lanches da escola passaram a ser da responsabilidade de cada um (e isso significou menos uma tarefa ao serão e uns minutos a mais no sofá!).


O espírito é cada vez mais de equipa porque a Mãe também se cansa, também tem limites, precisa de descansar e de se cuidar!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Hoje é dia de Reis, o Natal acabou, a rotina recomeçou!

Hoje (dia 6 de janeiro) é Dia de Reis. O Natal chegou ao fim. Foi um tempo bom. O caminho que fizemos até ao dia 25 foi maravilhoso. Cheio de encantos. A nossa árvore - calendário do advento trouxe muitos desafios. Houve cartas para escrever, propósitos para cumprir (e o coração ficar mais cheio de amor e alegria), houve obras de arte criadas com plasticina, velas decoradas com materiais diversificados que depois foram colocadas no presépio...


A casa foi ficando cada vez mais cheia e acolhedora. Na noite de 24 foi maravilhoso ver o entusiasmo das crianças ao darem os presentes que tinham construído. O desejo de dar e de ver a reacção dos outros foi maior do que a ansiedade e a excitação de receber. E isso foi lindo. Confesso que como Mãe pensei: "Está lá. A mensagem que eu queria chegou lá - sentiram o grande prazer que é pensar no outro, construir-lhe algo que aprecie. O prazer de dar-se ao outro."

Depois da agitação natalícia foi o abrandar (e desacelerei tanto que nem no blog escrevi!) Foi uma semana assim: sem horas, sem compromissos, ao ritmo do que nos apetecia:
  • dormimos até tarde
  • vimos filmes
  • brincámos no estádio
  • caminhámos à beira mar
  • jogámos jogos de tabuleiro no chão da sala
  • almoçámos de pijama
  • fizemos puzzles
  • brincámos com as prendas que recebemos
  • estivemos com primos e amigos
  • cozinhámos
  • fizemos o balanço de 2011
  • formulámos os desejos para 2012
  • recebemos o novo ano com amigos
  • estivemos os 4 na cama da Mãe

(foto retirada do album da Inspire me)

Aproveitámos as férias muito bem. Recuperámos a energia para regressar à escola e ao trabalho cheios de entusiasmo. As rotinas voltaram. As lancheiras dos almoços e os horários mais rigidos também. Mas a memória está repleta de boas recordações que aquecem o coração neste inverno frio mas solarengo!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jantares: alimento para a barriga e para o coração


A hora de jantar nem sempre é fácil. De 2ª a 6ª então, há ocasiões em que é uma verdadeira prova de fogo. Entre chegar a casa, preparar qualquer coisa para comer, desfazer mochilas, assistir TPC's... Depois de um dia exigente profissionalmente... Há alturas em que é de loucos. Mesmo com ementas pré-definidas!!!!!

Esta semana dei comigo a pensar que cada dia é um dia e que o estado de espírito, a vontade, o cansaço variam - isto para cada elemento da família (o que matematicamente dá imensas combinações!!!). Acho que comentei "com os meus botões" que talvez por isso o desafio seja descobrir o que queremos fazer de cada jantar (dia a dia). As opções são tantas quanto a imaginação permitir:
  1. Jantar e conversar do que apetecer
  2. Jantar a ver televisão (e depois comentar o que vimos)
  3. Jantar fazendo um piquenique (mesmo que dentro de casa, no chão da sala)
  4. Jantar a ouvir uma música (adequada ao estado de espírito e nível de excitação das crianças)
  5. Jantar a brincar ao "faz de conta" que estamos num restaurante
  6. Jantar a fazer "quiz's" (com a matéria que é preciso rever para as aulas do proximo dia)
  7. Jantar e comentar uma noticia, um acontecimento que esteja na ordem do dia
  8. Jantar e partilhar as coisas más e coisas boas do dia (e falar dos desejos e dos sonhos para o dia seguinte)
(decoração e foto da Madalena)

Os jantares são, cá por casa, um momento especial de união e reunião. De grande aprendizagem, também. Em que temos que "saber esperar" - pela vez de ser servido, pela vez de falar, pelo momento em que todos terminaram. É uma altura em que a sobremesa favorita são "colinhos de mãe". É quando sentimos que estamos todos juntinhos e há tempo e espaço para cada um - na sua originalidade - porque não gostamos todos dos mesmos alimentos (conversamos sobre paladares e de como todas as combinações são possiveis).

Os jantares são alimento para a barriga e para o coração. Quando, por qualquer razão, não é possivel tomarmos a refeição juntos, na sala, todos sentados tranquilamente, as crianças reclamam. O que serão para eles estes momentos? Para mim, são Hora de Celebrar!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fim de semana: abrandar ou continuar?

Chegado o fim de semana a decisão, às vezes, é dificil - abrandar o ritmo ou continuar como de 2ª a 6ª? Quase arriscaria que há ocasiões que até acelero - tanto programa, tanta tarefa, tanta animação que ficamos sem espaço para relaxar e para simplesmente "estar". Quem não conhece a sensação de ao domingo à noite estar mais cansado do que na 6ªf e a precisar de outro fim de semana?

Tomada por estas reflexões, o fim de semana passado decidi que o mote teria que ser "abrandar", relaxar, estar. Com base nestas palavras-chave, criei o programa:
  • 6ªf a primeira aula de yoga em familia, seguido de um jantar muito descontraído, em casa de amigos (mamãs e respectivos filhos). Estabeleci, na minha cabeça, a que horas seria o regresso.
  • Sábado por casa. Receberíamos uma amiga da Madalena mas seria um final de dia e uma noite tranquila. Mais uma vez, tinha estabelecido qual seria a ultima actividade que lhes iria propor e a hora em que iria dizer-lhes para irem dormir.
  • Domingo fomos fazer um workshop de dança criativa - Vamos dançar na Arca de Noé? (inspirado num quadro da Paula Rego) - com duração de apenas 1 hora e num local relativamente proximo de casa (com um encanto especial porque foi no local onde aprendi ballet - aproveitei a oportunidade para lhes falar de mim, da minha infância e dos meus interesses)


Esta foi a estrutura que criei. Foi um fim de semana muito calmo. O que fez a diferença? O facto de eu saber o que era muito importante para mim - abrandar o ritmo da semana e saborear o tempo em família. Sabem o que aconteceu? Para além destas 3 actividades fizemos ainda muitas outras...
  • o Zé Maria foi ver um jogo de futebol do primo
  • fui ao supermercado com as meninas
  • fomos à biblioteca de Oeiras e à de Carnaxide
  • fizemos uma sessão de cinema com a amiga da Madalena
  • fomos à missa
  • visitámos a exposição "Arca de Noé" e explorámos os quadros que por lá existiam
  • visitámos os avós
  • fizemos os trabalhos de casa
  • cada um preparou os seus lanches de 2ª feira


Mas desta vez cheguei ao domingo à noite muito tranquila e pronta para o fernesim da nova semana. Sentada no sofá dei comigo a pensar o que teria acontecido para que me sentisse tão em paz. Simples.
  • O plano inicial era o mais importante, tinha as actividades que queria realmente cumprir e por isso, cada vez que surgia algo mais para fazer, perguntava aos meus botões: "Vai impedir a concretização do que tinha definido?"
  • Na minha cabeça esteve sempre bem presente - "Eu quero abrandar e ter um fim de semana tranquilo"
As minhas escolhas foram feitas, ao longo dos 2 dias, com base nestas permissas. Funcionou! Foquei-me em mim. E o que aconteceu? Um fim de semana cheio de propostas diversificadas para os miudos e para mim mas super-calmo (acho que não se ouviram gritos nas redondezas!!!!).

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O leite Vigor, as memórias de infância e, de novo, os finais de dia

A chegada dos novos batidos da Vigor - chocolate e capuccino - deram o mote para a criação de um restaurante. Em menos de nada, depois de descobrirem que tinham leitinhos Vigor à sua espera para os lanches e pequenos - almoços, as crianças transformaram a cozinha lá de casa numa copa de restaurante.


Estava tudo presente - pratos e talheres, tachos para ir ao lume, o esparguete a sair e a ser escorrido e até o bloco para anotar os pedidos. Quando entrei na cozinha fiquei paralisada - tinha de decidir se me irritava ou se entrava na brincadeira. Mudei de divisão para respirar fundo, ganhar tempo e pensar "O que é que eu quero?" As tarefas escolares estavam realizadas. Ainda tínhamos tempo. O jantar estava adiantado. Pois bem, entrei na brincadeira. Resolvi ser uma cliente que ia fazendo os pedidos.


A cada pergunta - "Podemos pôr no fogão, a fingir?" / "Podemos pôr no forno, a fingir?" Eu ia respondendo: "Sim, claro, mas é para manter tudo desligado." À medida que ia consentindo ia recuperando as minhas memórias de infância, do tempo que passava em casa dos meus avós paternos e de como me deixavam "fazer de conta". Sei que essas vivências e o ter podido, brincando, experimentar tantas coisas me deram "bagagem" para muitos desafios que a vida me foi colocando. Por isso, fui respondendo, de sorriso na cara: "Sim, podem."


As minhas reflexões levaram-me até ao ponto em que constatei que, por vezes, sinto vontade e necessidade de "fazer de conta que sou avó" - dar-lhes uma liberdade controlada, uma premissão para testar aprendizagens. Se acredito que vale a pena? SIM. A Madalena, cada vez se sente mais segura e autónoma na cozinha. Ontem fez, mais uma vez, uma receita - do principio ao fim (desde a seleção do que fazer, ingredientes, execução e arrumação final). Sem que eu tenha intervido.

E é tão bom alimentar o meu lado infantil e continuar a ser capaz de brincar ao faz de conta!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os finais de dia em tempo de aulas...

O que fazer ao fim do dia, quando chegamos todos a casa, estoirados, com TPC's para fazer e mais 1001 tarefas domésticas?

O muito ou pouco tempo que tenho entre chegar a casa e as crianças irem para a cama é um momento precioso mas que num instante, no stress e correria do dia a dia se pode transformar num verdadeiro caos.

Tenho ensaiado estratégias, numa tentativa de descobrir o que melhor funciona. Ir variando é o que resulta. Sentir o ritmo dos miudos (e o meu!) e ir adaptando. Há semanas mais puxadas, em que ficamos mais cansados. Há outras, sem grande agitação e que tudo rola. Uma coisa é certa - o facto de acordarmos bem cedinho faz com que cheguemos a 6ªfeira de "língua de fora".

Mas o que descobri de tão fantástico acerca dos finais de dia? Se houver uma ideia de uma actividade para fazermos, tudo rola melhor. Há semanas em que prefiro dedicar 10 minutos a pensar e fazer um calendário para cada dia (ex: 2ªf, jogos de mesa / 3ªf, pinturas / 4ªf, modelagem...).

(projecto de modelagem do Zé Maria
no final deu um carro a cada uma das irmãs para que elas o decorassem)


Há outras semanas que vou pensando dia a dia. A ideia é dar o mote - uns jogos que estavam esquecidos em cima da mesa, uns livros que fui buscar à biblioteca nas camas das crianças... Os legos que saiêm do armário...

À 2ª feira, há sempre um que troca os livros que estão no cesto (este projecto estava meio moribundo - já começava a ser um peso para mim ter que fazer esta tarefa). E eles adoram-na (tivemos que estipular uma escala tal foi o entusiasmo quando lhes apresentei a proposta). O responsável da semana tem que arrumar os livros da semana anterior e escolher os da semana que começa. A escolha deverá ter em consideração os restantes elementos da família - o nível de leitura e o tipo (temas) de livro que aprecia. É giro! Desta forma são convidados a olhar para os outros, a ter em conta os seus interesses, necessidades e limitações. Belo exercício que lhes arranjei ;-)

O que tenho observado? Com pequenas ideias (em que muitas vezes as crianças só precisam de uma ajuda para começar a concretizar), elas ocupam-se cada vez mais tempo e de um modo mais autónomo. E assim, eu ganho uns minutos para as tarefas domesticas de fim de dia, para me sentar 5 minutos no sofá ou para o que eu quiser!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Entre a escola e a vida... Coisas giras para fazer :-)

Às vezes, como Mãe, sinto-me espartilhada entre a vida e a escola. Acredito que é possível isso não acontecer e misturar a vida com a escola, e uma alimentar a outra. Foi assim que, este verão, o projecto inicial de fazer um Jornal de Férias se transformou num Caderno Especial para cada uma das crianças (tipo um Diário de Bordo, onde cada um registava o que queria - desde o que sentia até às compras que tinha feito na praça, mas para o qual eu também ia dando inputs). Como "nota de abertura" entreguei um fotocópia de um pedaço de um mapa de Portugal onde tiveram que identificar a localidade onde moramos e o local onde estávamos de férias (desafiei-os a procurarem e assinalarem as terras por onde tínhamos passado na viagem e de que se lembrassem).

Queria que aprendessem a usar um mapa (de estradas) e por isso, estendi um no chão da sala e uma nova aventura começou! Falámos de escalas - o que são e como funcionam :-)



Quando eu era criança recordo-me que gastava folhas de papel vegetal a fazer "fotocópias em espelho". O que eu me divertia!!! Resolvi partilhar essa descoberta - foi um sucesso.



Ler no café. Mesmo com barulho, com televisão ligada... Ler no café é bom! Eles puderam descobri-lo este verão.



Afinal é mesmo possível a escola alimentar a vida e a vida servir como mote para as aprendizagens na escola.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Piqueniques: na praia ou no campo

Há muito tempo que me rendi aos piqueniques. Acho uma alternativa maravilhosa aos "restaurantes-com-crianças". Percebi que quando fazemos um piquenique a animação começa logo com a preparação do que vamos comer (ainda em casa). Habitualmente, reparto essa tarefa com os miudos, o que a faz tornar-se menos pesada. Temos uma linha de montagem de sandes fantástica. Mas tenho outras alternativas para quando não quero perder tempo com isso - frangos assados, massa com salsicha, massa com atum ou ainda... levar os ingredientes e já no local, cada um prepara o que quer comer!



Quando fazemos um piquenique não existe o stress inerente a uma ida ao restaurante, do "senta-te", do "comporta-te", do "fala mais baixo". As crianças podem correr, ir comendo, saltar... podem conviver livremente e eu fico com tempo para pôr a conversa em dia com os amigos.

Outra vantagem é que quando vamos a um restaurante é mesmo um programa especial, porque é mais raro e por isso, até acho que tudo corre melhor!



O local é indiferente - pode ser na praia, no jardim ou no campo. A hora do dia também não é impedimento de nada - almoço, lanche ou jantar! E confesso que ando tentada a experimentar pequeno - almoço.

O que acontece sempre? Muita diversão e ao final do dia, quando vão dormir a ideia de que foi um dia em cheio!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ideias simples para dias de chuva

Os dias de chuva podem ser uma verdadeira aventura para qualquer mãe ou pai. Fechados muito tempo em casa e parece que ficam "virados do avesso". Acho que é mais exigente para nós adultos mas um dia de chuva pode ser bem divertido e, com um pouco de engenho, até conseguimos uns minutos de paz e descanso :-)

Hoje foi um desses dias. E a imaginação teve que funcionar. Acho que a maior parte das vezes gosto de lhes propor actividades extraordinárias mas depois acabo por descobrir que as rotinas do dia a dia fazem o seu encanto, especialmente se forem regadas de alguns ingredientes - respeito pelo que fazem (mesmo se não for exactamente como eu desejava), imaginação (por exemplo, depois de prepararem o almoço brincamos aos restaurantes com adereços, blocos para anotar pedidos, ementas...), descontração (porque não é ao meu ritmo!), tolerância (porque a confusão é bastante).



A culinária e a aspiração estiveram na ordem do dia e correu muito bem!



No final, há sempre espaço para agradecer a colaboração, destacar o que fizeram bem e elogiar (elogiar muito o trabalho concretizado). Hoje, o Zé Maria dizia "eu gosto dos dias assim, com chuva e que fazemos estas coisas"

terça-feira, 7 de junho de 2011

À 4ª feira: uma pausa na praia

4ª feira é meio da semana. Altura de retemperar energias. A Primavera já chegou mas mais parece Verão. Agora, em vez de procurarmos o equilíbrio e as forças para chegarmos a 6ª feira, no sono reparador, optamos por um mergulho na água da praia e muita brincadeira.



A temperatura era amena, a água não estava assim tão gelada. Fomos ficando. Tínhamos lanche. Fomos saboreando.


Eram 20h10 quando o carro arrancou do parque de estacionamento...