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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Serei uma má Mãe?

Serei uma má Mãe? Hoje, enquanto fazia a minha corrida matinal esta pergunta assaltou-me o pensamento.
  • Os pombos que nasceram este verão na nossa varanda, cresceram. A vida deles por lá tornou-se impossível - o lixo era mais que muito, a minha roupa lavada na corda ficava suja... Ontem, tirei-lhes todos os poleiros e lavei a varanda muito bem lavada. Pressionei-os para voarem e experimentarem a liberdade. À noite dois comentários: "Mãe, tu és má - tiraste a casa aos pombos" e "Mãe, eu sei que eles sujam a varanda mas fico triste de pensar que eles não têm casa para dormir."
  • A minha sala, ontem, era uma verdadeira confusão - acho que não havia pedaço de soalho disponivel. Todos os livros e dossiers (dos 3) estavam espalhados no chão. Cada um organizava a sua mochila, os dossiers novos, o que era para levar e para ficar. Sozinhos. Tudo sozinhos. Imaginei que talvez muitas pessoas, se pudessem espreitar para dentro da nossa casa diriam que eu era uma Mãe muito má, que não os ajudava (imagino até uma voz a assobiar "o papel das mães é organizar a mochila dos filhos para que eles possam ir para a escola e não lhes falte nada")

Pois bem, hoje conversaremos sobre como foi importante "empurrar" os pombos para que fizessem voos para mais longe (passaram para o topo de um prédio vizinho). Lembrei-me da História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, do Luis Sepúlveda, da parte em que dizia assim: "Ditosa estava ali prestes a tentar o seu primeiro voo, (...) fizeram com que os gatos compreendessem que a gaivota desejava voar, embora ocultasse muito bem o seu desejo. (...) Zorbas permaneceu ali a comtemplá-la, até que não soube se foram as gotas da chuva ou as lágrimas que lhe embaciaram os olhos." Achei sempre que os pombos não fizeram o seu primeiro voo sem que as crianças chegassem para que elas podessem assistir. E ontem, era vê-los assim, como o Zorbas, num misto de alegria e de tristeza.


Quanto à minha sala, à desarrumação e a mim - senti-me mesmo bem, sem qualquer rasto de culpa e sem qualquer receio de que alguém aprecesse e me espiasse. Estava tudo como eu gosto - eu, na cozinha a fazer umas deliciosas bolachas de Sésamo para os lanches da escola (que foram finalizadas pela Matilde e pelo Zé Maria). Os miudos a organizarem o seu material, cada um à sua maneira, pedindo ajuda sempre que precisavam (e eu respondendo com apoio e disponibildade). Para mim é tão importante permitir-lhes esta autonomia, respeitar a sua organização, confiar-lhes a responsabilidade de que sabem realmente organizar o seu próprio material.

Que boa que é a vida aqui nesta nossa casa!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As maravilhas do skype

A nossa experiência de vida em Inglaterra deu-nos, sem dúvida, muita bagagem para lidar com a distância. Apesar de todos sabermos que as saudades iam apertar, antes das crianças partirem, pusemos o tema em cima da mesa e listámos todas as hipóteses que tinhamos para as minimizar.

Giro, giro? Ver que cada um tinha uma preferida: pôr a minha foto no ecrã da psp, levar o saquinho dos beijinhos e dos abraços (um saco de pano cheio de pedacinhos de papel, cada um com palavras ou desenhos; ao tirar um papelinho, a criança recebe um beijinho ou um abraço meu!), falar por skype. Para além destas, da dita lista constaram também escrever postais, falar ao telefone... E lembro-me agora, no primeiro verão em que nos separámos, cada um escolheu uma estrela no ceu - a sua estrela. Quando falavamos ao telefone, mesmo a muitos quilometros de distância, acreditávamos que estavamos a olhar para a mesma estrela (eu e cada um deles!).


Ontem foi o dia do skype. E que bem que me soube. Tê-los tão pertinho. Partilhar novidades. Dar beijinhos virtuais. Tudo a que tínhamos direito. Cada vez mais acho que, se eles quiserem, um dia terão mesmo construído uma boa mochila para poderem ir por esse mundo fora!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Em certa medida... Parabéns à Mãe!

Faz hoje, dia 3 de Julho de 2012, 12 anos que começaram as aventuras da minha maternidade. Há 12 anos soube que esperava a Madalena. Hoje é também o dia do seu aniversário de baptismo. Uma data especial, cá por casa, como escrevi outro dia. Também desta vez não estarei com os miudos. Talvez a Madalena esteja à espera de um postal. Mas se há coisa que eu gosto é de olhar para cada um dos meus filhos como seres únicos e especiais. Por mais dificil que às vezes seja, respeitar as suas individualidades,  é para mim ponto de honra.

Fiquei a pensar no que lhe agradaria, no que ela apreciaria. Gosta de receber emails. Tem um fascinio com a internet. É uma das minhas fãs número 1. Orgulha-se da Hora da Mãe... Dedicar-lhe o post de hoje e enviar-lhe o link para o seu endereço de email... Coisas simples que tornam os dias memoráveis e especiais.


Ser Mãe transformou-me. Tornou-me melhor. Fez-me ver o mundo com outras cores. Aprendi a viver com o coração sempre na boca. Redescobri a maravilha que é sentar-me no chão, dar gargalhadas. Voltei a brincar ao faz de conta. Recomecei a alimentar a minha imaginação e criatividade...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tornar-me presente quando estou ausente

Ontem foi um dia importante na vida da nossa família. O Zé Maria fez anos de baptizado. Há anos em que fazemos um bolo, cantamos os parabéns... Nesses dias, os albuns de baptizado saiêm da prateleira, revemos os filmes do evento, relembramos amigos que há muito não vemos, descobrimos quem ainda não tinha nascido por essa altura... Às vezes, pedem-me para ver o seu vestido e a vela. São dias giros e especiais.


Mas ontem as crianças não estavam comigo. Queria assinalar a data. Dizer ao Zé Maria como o dia 21 de Junho passou a ser tão importante para mim. Resolvi escrever-lhe uma carta. Com um postal e uma fotografia de nós os dois nesse dia. Fui aos correios atenpamdamente para garantir que chagava no dia certo.

Ontem, que bom foi ouvi-lo do outro lado do telefone: "Gostei muito da tua carta" A Matilde (que por essa altura ainda não existia, "só no coração", como lhe costumo dizer) comentava encantada: "Tinha umas bochechas tão grandes e tão queridas o Zé Maria"

Para mim, receber um carta ou um postal tem um encanto especial. Em nada comparável a um email. Acho que os meus filhos também partilham o fascinio pelas cartas e postais na caixa do correio, trazidos pelo senhor carteiro. O verão é uma altura maravilhosa para usarmos esse recurso que nos permite tornar-nos presentes nas nossas ausências.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

No carro da Mãe...


No carro da Mãe..
  • comemos o pequeno-almoço quando saímos atrasados de casa  (as migalhas para cima do guardanapo, por favor!)
  • lemos quando os semáforos ficam vermelhos (porque alguém disse que ler em andamento faz mal aos olhos)
  • cantamos as músicas preferidas e ficamos a par das novidades (partilhamos o que cada um gosta mais)
  • ouvimos os noticiários e comentamos o que os locutores dizem
  • trocamos cromos
  • fazemos jogos com as matriculas dos carros
  • lemos os outdoors
  • olhamos o rio Tejo e contemplamos a sua beleza
  • tentamos adivinhar o tempo para cada dia, olhando para o céu
  • temos as conversas mais interessantes (a Mãe apanha-os ali sentadinhos e zunga! toca a abordar tudo quanto é assunto)
  • o Amor dos irmãos materializa-se (quando um precisa de vomitar e o do lado lhe segura a cabeça)


No carro da Mãe cabe a vida da nossa família. 

PS: As fotos são todas de albuns da Inspire.me

terça-feira, 12 de junho de 2012

2ª feira: um novo recomeço

As 2ª feiras são assim. Recomeços. Semana sim, semana não é o dia das crianças chegarem. E eu, sinto-me como a Raposa d'O Principezinho - "E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade!"



Para travar a minha inquietude e iludir-me que o tempo de espera passa mais rápido, arranjo com que me ocupar. A escolha do que quero fazer não é inocente. O meu pensamento já está nas crianças e no que faremos na semana que vamos passar juntos. Ontem, na minha hora de almoço, fiz os scones que a Matilde tanto gosta. Preparei um calendário com as propostas para o Verão - com destaque para a componente desportiva que o Zé Maria tanto aprecia. A ideia era falarmos durante o jantar sobre o que queremos fazer. Escrevi uma carta à Madalena em resposta a um desafio que ela me colocou...

Mas quando se aproxima a hora de sair de casa para os ir buscar, o meu coração quase me salta do peito com tanto entusiasmo e alguma ansiedade. O poder abraçá-los e beijá-los de novo, sentir-lhes o cheiro...

Às vezes, as 2ª feiras correm mal. Às vezes, correm bem. Ontem, foi um dia bom. Muito bom.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

As prioridades que me deixam a pensar...

Esta é uma semana cheia de eventos escolares e de actividades extra-curriculares. Anseio pelo sábado à hora do almoço, altura em que o ritmo abrandará um pouco. Mas o que me deixou mesmo a pensar foram as prioridades da escola dos meus filhos para alterar o calendário inicial dos festivais de ginastica - o cartaz do Rock in Rio!

Cá por casa gostamos de partilhar os momentos importantes de cada um. Assim, se há vontade, mobilizamo-nos para presenciar os acontecimentos importantes da vida (seja da Mãe, seja de cada um dos filhos). Por isso, foi com tristeza que vi anteciparem as datas dos festivais de ginástica, isto porque o da Madalena seria na vespera dos testes intermédios da Matilde. Sabia que o evento implicaria mudança de rotinas - não faria mal, somos flexíveis! Mas sabia também que implicaria deitar tarde e se há coisa que defendo é que em véspera de testes, um sono tranquilo e reparadouro vale mais do que muitas horas de estudo! É um bom antídoto para faltas de concentração e excessos de ansiedade. Ora, posto isto vi-me com um dilema: o festival OU o descanso (e consequentemente o teste)? O que era mais importante? Tentei conciliar tudo à boa moda das Super - Mães. Às 21h30 cheguei ao limite. Consegui trazer a Matilde para casa, a choramingar (tal não era o cansaço!), para poder ter sonhos bons e inspiradores. Os outros vieram depois, mais tarde, com o pai, assim que terminou o desfile da natação do Zé Maria.


Hoje de manhã, ia decidida a expressar a minha opinião (de desagrado) junto do professor responsável pelo 1º ciclo. E qual não foi o meu espanto quando percebi que uma forte motivação da mudança de datas (a anterior não colidia com testes e era mais proxima do fim de semana) era o cartaz do Rock in Rio - que assim, provavelmente, os miudos mais velhos não estariam presentes no sarau da escola. Fiquei a pensar:
  • Quais são as prioridades e que mensagens passa a escola aos miudos? Que podem ter tudo? Que o mundo se ajusta às suas vontades? Que não precisam de fazer escolhas (entre um evento da escola e um concerto)? Que o produto em grande (o festival) é mais importante? Porque defende aquela escola os desempenhos e os rankings, que a família a participe nos eventos e depois cria calendários incompatíveis com esses "valores"? Para nos fazer escolher ;-)? (ah!ah!ah!)
Não tenho respostas. Apenas perguntas. Muitas. Que escola quero para os meus filhos? O que valorizo eu?

Muitas vezes me perguntam como é que eu faço o caminho que me permite ser livre. Assim. Aproveitando todos os acontecimentos e circunstâncias, para arrumar a casa e ficar de bem com a vida! Se é fácil? Nada disso! Mas a sensação de liberdade é muito boa!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

No rescaldo dos primeiros aniversários...


Depois do último post, dei-me conta que 75% da nossa família (lá de casa!) faz anos em menos de um mês. Portanto, até hoje já houve 2 aniversários e dentro de dias teremos mais um.

Celebrar o nascimento, numa família separada é uma aventura para todos (ou pelo menos lá por casa é). Os miudos ficam super-entusiasmados com o acontecimento e isso é bom. Mas o facto de estarem metade do dia numa casa e metade do dia noutra, deixa-os, na minha opinião, ainda mais excitados. E por isso, considero tão importante nessas alturas manter a calma (o melhor que conseguir), estar disponivel para eles. É tarefa deficil e exigente. Umas vezes sai bem, outras vezes sai mal.

Este ano, uma novidade do aniversário do Zé Maria, foi o bolo. A Madalena quis decorá-lo de acordo com o gosto e pedido do irmão. Assim, de um bolo mármore nasceu um campo de futebol. Todos ficaram orgulhosos com o resultado e exibiram-no com o orgulho na festa - um piquenique onde se jogou futebol, barra do lenço, policias e ladrões... Cansativo para os adultos mas uma alegria para as crianças. Adoro vê-los assim, fazer jogos ao ar livre, brincadeiras de todos os tempos.

Para a semana temos mais!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quando há aniversários para celebrar...

(foto de album da Inspire me)

Cá por casa, janeiro e fevereiro são meses repletos de aniversários. Estes momentos são excelentes oportunidades para conhecer a história passada, recordar bons momentos, aprender a pensar no outro, respeitar a vontade do aniversariante... É uma altura cheia de desafios (para todos!)

Há alguns pontos que são "regra assente" por aqui:
  • Quem faz anos tem o privilégio de escolher como quer que seja o seu dia (o que quer comer, fazer, com quem estar...)
  • Quem faz anos pode propôr como gostaria de celebrar o seu nascimento (com quem, onde, o que fazer...)
  • Quem faz anos tem direito a ser ultra-hiper-mimado pelo os outros, começando logo ao acordar por receber um afinado coro (meio ensonado) de presentes na mão.
  • Quem faz anos tem direito a uma oração especial
Nem sempre é fácil saber o que se quer. É um exercício que faço com eles, pois acredito que quanto melhor souberem formular os seus desejos, mais facilmente os alcançarão. E tem que ser mesmo o que o seu coração disser e não o que os outros querem ouvir...

Desde que vivemos em Inglaterra e os miudos experimentaram celebrar o aniversário num jardim (com jogos organizados por mim), que é recorrente o seu pedido para que assim seja ano após ano. Ora, sendo eu, agora, uma mãe sozinha, isto tem-me levantado alguns questões práticas (de organização). Tivemos que aprender (os 4) que para tornar este sonho possível, temos que pedir ajuda. Esta é mais uma forma de descobrir o valor da Amizade e da Entre-ajuda. Por isso, graças aos amigos adultos, mesmo com frio, aí iremos nós, para a rua, celebrar!!!!

Esta é uma altura de muitos afazeres pois confecionamos a maior parte do lanche que partilhamos com os amigos (incluindo bolo de aniversário) e fazemos prendas para oferecer ao aniversariante. Mas são momentos bons. De partilha. De alegria. Em que descobrimos a importância de Celebrar a Vida!

(foto de album da Inspire me)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Aceitar e amar os filhos que temos

Quando fui buscar as notas das crianças descobri, por acaso, que a partir do 5º ano existe um Quadro de Honra e um Quadro de Valor. Fiquei irritada. Defendo o prazer de aprender e de nos superarmos a nós próprios e não a comparação entre pares. Ensino aos meus filhos que o mais importa é descobrir o que cada um quer melhorar em si, independemente do desempenho dos outros.

Pensei para com os meus botões: "Deus queira que ela não descubra estes malditos quadros". Sabia, no meu intimo, que se com eles se cruzasse rapidamente se iriam transformar numa meta a alcançar.

Um dia desta semana, ao chegar alegremente à escola presenciei um concurso de salto à corda. Delicioso. Uma corda gigante, mais de 10 crianças em fila e dois vigilantes nos extremos a fazer a corda rodar. Uma das vezes, a Matilde foi a vencedora. O irmão exclamou espantado: "venceu a uma do 4º ano!" Mas o que me encheu mesmo as medidas foi a sua capacidade de celebrar e valorizar o seu feito.


No carro informou-me: "Já sei. Quando chegar a casa vou fazer uma medalha para mim, de 1º lugar" O reconhecimento dos outros deixava de assumir a maior importância. O foco era posto em si e no que a deixava feliz. Fez-me tanto sentido. Mas estas duas histórias deixaram-me a pensar. Independentemente de eu me identifcar mais com uma do que com outra, o que descobri foi que quero apoiar cada uma a ser feliz na escola, à sua maneira. Se é a lutar pelo lugar no quadro de honra ou a ser a melhor a saltar à corda, pouco importa! Quero que sintam prazer e sejam felizes na forma como decidem viver as SUAS vidas. Amo-as assim. Às duas.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Advento é tempo de espera. Parte I: a árvore de natal e os primeiros presentes

Com a agitação inerente à aproximação do natal e os feriados deste inicio de mês, tem sido dificil ser certinha na actualização da Hora da Mãe. Mas as mães reais são assim - imperfeitas!

O fim de semana passado foi maravilhoso. Aliás, a semana em que os miudos estiveram cá por casa foi fantástica. Fizemos a nossa árvore-de-natal-calendário-do-advento e iniciámos a construção dos presentes. Um entusiasmo que só visto. Mas o natal não é isso mesmo - entusiasmo, alegria, esperança? Entre o Menino Jesus e o Pai Natal, vejo as crianças caminhar, crescerem, amadurecerem. É bonito.


Eu recolhera caixas variadas (sapatos, papas, sabonetes, rolos de ccozinha...), comprara um rolo de papel de embrulho verde, imprimira os números de 1 a 25. As crianças foram à mercearia do bairro buscar um caixote para fazer o tronco. Pedira emprestada uma pistola de cola quente. O material estava reunido e no dia 30 de novembro pusemos mãos à obra.
  1. Embrulhar caixas
  2. Pintar números (uma cor para os dias que estão com a mãe e outra cor para os dias que estão com o pai)
  3. Fazer no chão um "esboço" do que poderia ser a árvore montada
  4. Colar os números (os dias que estão no pai no caixote, organizados em 2 semanas; os dias que estão com a mãe foram distribuidos um por cada caixa)
  5. Montar a árvore (como se de um lego se tratasse)
As maiores emoções foram:
  • Poderem usar sozinhos a pistola de cola quente
  • Cada vez que se cortava a janela de uma caixa descobrir qual a embalagem que estava lá escondida
No final foi mesmo bom contemplar a obra de arte. Cansadas foram descansar. Ansiosas pelo dia 1 de dezembro e pela surpresa que os esperaria. No primeiro dia tinham uma folha de autocolantes (para dividir pelos 3) para decorarem as suas cartas de natal. Cá em casa, é habitual haver duas por criança - uma relativa ao que desejam receber, outra referente ao que querem oferecer ao Menino Jesus (como são tão eficientes, puseram logo, junto a ela, os presentes que decidiram dar).


Consequência de ter uma árvore-de-natal-advento: durante 25 dias acabou-se o dormir até mais tarde e Mãe Natal tem trabalho todas as noites (elaborar a mensagem do dia seguinte e colocar a surpresa na árvore)

No fim de semana, tivemos ainda oportunidade de iniciar a construção dos presentes. Tudo com imensa tranquilidade. Saíram objectos lindos e eu relembrei algo muito importante - se queremos que as crianças retirem prazer e dêm largas à sua criatividade, então temos que ter todo o tempo do mundooooo. É uma excelente oportunidade de ir contra a corrente da época e criar momentos de calma.

(Os primeiros presentes que sairam das mãos da Madalena, Matilde e Zé Maria:
um livro de receitas e dois individuais que falta agora plastificar)

Na 2ª feira quando partiram ficou um vazio. A casa pequena tornou-se demasiado grande. Apesar de ganhar tempo para mim e para as coisas que aprecio, também experimento a saudade e às vezes a tristeza. Apesar de ficar a preparar calmamente todas as aventuras e todos os trabalhos que faremos quando regressarem, fico sobretudo a aproveitar as coisas boas de estar sozinha. Fico a saborear a minha semana de Mulher livre!

domingo, 27 de novembro de 2011

Hora da Mãe: As mães também jantam e também têm amigas

As mães também jantam e também têm amigas. Um dia, a minha filha mais nova ficou muito surpeendida quando descobriu que, na sua ausência, eu comia batatas fritas e que, às vezes, jantava no sofá a ver televisão. Pois é essa mesma filha que hoje diz, muito segura de si, "Então não sabem? Quando nós não estamos a mãe janta com as suas amigas cá em casa. Ela não fica triste quando está sozinha."


Era dia 25 de novembro. Faltava um mês para o Natal, por isso, o jantar já tinha cores da época. Foi o jantar do mês. Acontecem cá em casa. Cada uma traz qualquer coisa. Às vezes cozinhamos e isso já faz parte do encontro. Outras vezes já vem tudo mais adiantado. Desta vez as iguarias estavam deliciosas e tinham um certo ar gourmet - uma salada maravilhosa, farinheira com ovos, espargos com presunto em massa filo, umas torradas com azeite e alecrim do Monte do Outeirinho, uns petits gateaux e... caipirinhas! Que bem que tudo nos soube.


Habitualmente, são mães que se reúnem, mas não é disso que se trata. É um jantar de Mulheres. Com tudo a que temos direito. Porque às vezes, quem está presente não é mãe. São energizantes e poderosos pois estão cheios de alegria, de vontade de estar, de partilhar, de apoiar quem precisa. Muitas vezes o colo feminino sabe bem. Uma gargalhada mais forte é contagiante.

Tornaram-se tão importantes que não há agenda, compromisso, viagem que inviabilize o encontro - seja ele realizado mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos requinte... O que é verdade é que, religiosamente, todos os meses, ele acontece porque três mulheres assim o desejam, porque acreditam que é bom, especial e único. "Crer é tornar possível o impossível"


P.S. Neles nascem muitas vezes soluções para problemas que pareciam não ter saída, criam-se redes de apoio... Vão-se criando laços e relações maravilhosas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Natal:"Como hei-de encontrar o caminho?"

(foto retirada de um album da inspire.me)

O Natal está quase a chegar. Todos os anos faço algo diferente nesta época. Aos poucos vou-me aproximando do essencial, do que para mim faz sentido. Tenho descoberto estratégias anti-stress. Há muito que não sei o que é a correria e que vivo com tranquilidade uma das alturas do ano que mais aprecio. Para mim Natal é sinónimo de esperança e de renovação. Consigo equilibrar os afectos e o fernesim das crianças relativamente aos brinquedos que esperam receber. E essa mistura é deliciosa!

Novembro está no fim e por isso dei comigo a pensar como queria introduzir o Natal cá por casa. Acho que o primeiro sinal foi dado pelas circulares escolares com indicações para os fatos da festa. Socorro! É mais dificil que o Carnaval pois temos que seguir "à risca" as instruções - este ano calhou-me uma alforreca e um mago egipcio. Mas esta foi a primeira campainha.

Não me deixei intimidar e lancei as primeiras perguntas para o ar:
  • A quem querem oferecer presentes? (só crianças)
  • O que vamos fazer?
  • Como vai ser a nossa árvore de Natal?

As respostas não demoraram a chegar:

- "Eu faço a lista e escrevo as ideias."
- "Ó mãe, uma árvore é uma árvore."
- "Pode ser de verdade ou não. Pode ser de tecido. Pode ser de feltro. Podemos construir ou não..."
- "Já sei. Pode ser igual aquela que a Ângela fez o ano passado?"
- "Claro que sim."

E agora aqui estou eu a ver como concretizo o pedido. Mas antes de pôr mãos à obra, tive algumas ideias:
  • 2ªf quando chegarem vou começar a ler-lhes "A noite de Natal" de Sophia de Mello Breyner (não é a primeira vez mas gosto tanto... E ainda por cima as ilustrações são de Júlio Resende)
  • Nas viagens de carro vamos acabar a lista dos presentes que queremos fazer
  • Na 3ªf vamos ver um blog que tem ideias muito giras e inspiradoras. Já têm disponivel uma caixa com livros repletos de sugestões e materiais convidativos.


  • 5ªf vai ser feriado e vamos construir a nossa árvore de natal (até lá terei muito trabalho de casa)

(foto cedida pela Ângela para me inspirar)

Hoje, enquanto estava a conspirar tudo isto, tive uma ideia muito engraçada. Vou deixar em casa dos meus pais um envelope com um desafio para este Natal - gostava que preparassem um album com fotografias e histórias sobre os seus pais (os meus avós!) para oferecerem aos meus filhos na noite de dia 24. Tenho reparado que as crianças adoram conhecer as aventuras e as curiosidades dos seus antepassados. Vamos ver...

Os próximos posts serão, certamente, o caminho que quero fazer até à Noite de Natal.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jantares: alimento para a barriga e para o coração


A hora de jantar nem sempre é fácil. De 2ª a 6ª então, há ocasiões em que é uma verdadeira prova de fogo. Entre chegar a casa, preparar qualquer coisa para comer, desfazer mochilas, assistir TPC's... Depois de um dia exigente profissionalmente... Há alturas em que é de loucos. Mesmo com ementas pré-definidas!!!!!

Esta semana dei comigo a pensar que cada dia é um dia e que o estado de espírito, a vontade, o cansaço variam - isto para cada elemento da família (o que matematicamente dá imensas combinações!!!). Acho que comentei "com os meus botões" que talvez por isso o desafio seja descobrir o que queremos fazer de cada jantar (dia a dia). As opções são tantas quanto a imaginação permitir:
  1. Jantar e conversar do que apetecer
  2. Jantar a ver televisão (e depois comentar o que vimos)
  3. Jantar fazendo um piquenique (mesmo que dentro de casa, no chão da sala)
  4. Jantar a ouvir uma música (adequada ao estado de espírito e nível de excitação das crianças)
  5. Jantar a brincar ao "faz de conta" que estamos num restaurante
  6. Jantar a fazer "quiz's" (com a matéria que é preciso rever para as aulas do proximo dia)
  7. Jantar e comentar uma noticia, um acontecimento que esteja na ordem do dia
  8. Jantar e partilhar as coisas más e coisas boas do dia (e falar dos desejos e dos sonhos para o dia seguinte)
(decoração e foto da Madalena)

Os jantares são, cá por casa, um momento especial de união e reunião. De grande aprendizagem, também. Em que temos que "saber esperar" - pela vez de ser servido, pela vez de falar, pelo momento em que todos terminaram. É uma altura em que a sobremesa favorita são "colinhos de mãe". É quando sentimos que estamos todos juntinhos e há tempo e espaço para cada um - na sua originalidade - porque não gostamos todos dos mesmos alimentos (conversamos sobre paladares e de como todas as combinações são possiveis).

Os jantares são alimento para a barriga e para o coração. Quando, por qualquer razão, não é possivel tomarmos a refeição juntos, na sala, todos sentados tranquilamente, as crianças reclamam. O que serão para eles estes momentos? Para mim, são Hora de Celebrar!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fim de semana: abrandar ou continuar?

Chegado o fim de semana a decisão, às vezes, é dificil - abrandar o ritmo ou continuar como de 2ª a 6ª? Quase arriscaria que há ocasiões que até acelero - tanto programa, tanta tarefa, tanta animação que ficamos sem espaço para relaxar e para simplesmente "estar". Quem não conhece a sensação de ao domingo à noite estar mais cansado do que na 6ªf e a precisar de outro fim de semana?

Tomada por estas reflexões, o fim de semana passado decidi que o mote teria que ser "abrandar", relaxar, estar. Com base nestas palavras-chave, criei o programa:
  • 6ªf a primeira aula de yoga em familia, seguido de um jantar muito descontraído, em casa de amigos (mamãs e respectivos filhos). Estabeleci, na minha cabeça, a que horas seria o regresso.
  • Sábado por casa. Receberíamos uma amiga da Madalena mas seria um final de dia e uma noite tranquila. Mais uma vez, tinha estabelecido qual seria a ultima actividade que lhes iria propor e a hora em que iria dizer-lhes para irem dormir.
  • Domingo fomos fazer um workshop de dança criativa - Vamos dançar na Arca de Noé? (inspirado num quadro da Paula Rego) - com duração de apenas 1 hora e num local relativamente proximo de casa (com um encanto especial porque foi no local onde aprendi ballet - aproveitei a oportunidade para lhes falar de mim, da minha infância e dos meus interesses)


Esta foi a estrutura que criei. Foi um fim de semana muito calmo. O que fez a diferença? O facto de eu saber o que era muito importante para mim - abrandar o ritmo da semana e saborear o tempo em família. Sabem o que aconteceu? Para além destas 3 actividades fizemos ainda muitas outras...
  • o Zé Maria foi ver um jogo de futebol do primo
  • fui ao supermercado com as meninas
  • fomos à biblioteca de Oeiras e à de Carnaxide
  • fizemos uma sessão de cinema com a amiga da Madalena
  • fomos à missa
  • visitámos a exposição "Arca de Noé" e explorámos os quadros que por lá existiam
  • visitámos os avós
  • fizemos os trabalhos de casa
  • cada um preparou os seus lanches de 2ª feira


Mas desta vez cheguei ao domingo à noite muito tranquila e pronta para o fernesim da nova semana. Sentada no sofá dei comigo a pensar o que teria acontecido para que me sentisse tão em paz. Simples.
  • O plano inicial era o mais importante, tinha as actividades que queria realmente cumprir e por isso, cada vez que surgia algo mais para fazer, perguntava aos meus botões: "Vai impedir a concretização do que tinha definido?"
  • Na minha cabeça esteve sempre bem presente - "Eu quero abrandar e ter um fim de semana tranquilo"
As minhas escolhas foram feitas, ao longo dos 2 dias, com base nestas permissas. Funcionou! Foquei-me em mim. E o que aconteceu? Um fim de semana cheio de propostas diversificadas para os miudos e para mim mas super-calmo (acho que não se ouviram gritos nas redondezas!!!!).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Chegou o outono... "Acabaram os fins de semana na praia"

Chegou o outono... "Acabaram os fins de semana na praia!" - foi assim que os meus filhos deram as boas vindas às chuvas torrenciais de domingo. Nos últimos tempos sentira que os seus corpos já pediam programas de outono, de frio e de chuva: "Podemos ficar em casa?" / "Podemos ficar todo o dia de pijama?" / "Praia???!!! Já não nos apetece:" Os seus ritmos biológicos reclamavam pelo tempo da época.

Chegar outono = Mudar de roupa. Ver o que serve, o que passa para os primos, o que é preciso comprar, receber roupas dos amigos e dos familiares próximos. Altura de muita confusão, de ver roupa espalhada por todo o lado - na sala, nos quartos, nos roupeiros... Um conflito ou outro porque as crianças teimam em não se separar de uma peça que já não serve (calças acima dos tornezelos, camisolas que passam a ter mangas a 3/4, ou camisas em que o umbigo fica à mostra... tudo porque não querem separar-se daquele vestuário tão especial que tão boas memórias lhes deixou). Acreditem que cá por casa este é um verdadeiro problema. A solução muitas vezes passa por responsabilizar a criança em preparar a oferta (da roupa) para o primo ou amigo. Há alturas em que cedo a um: "ó mãe, deixa-me guardar este de recordação"


A chegada do outono, das chuvas e do frio puxa pela minha imaginação. Que programas fazer nos finais de tarde em que escurece cedo e nos fins de semana em que é dificil andar na rua? Desde que vivemos em Inglaterra passou-nos o medo dos chuviscos. Umas galochas, uns impremiáveis e aí vamos nós! Contra o frio, um bom agasalho. Por isso continuamos a fazer programas de rua - trotinetes, patins, skates, saltar à corda... Tudo o que apetecer e fôr possível. Acho até que os miudos ficaram mais fortes e saudáveis desde que passamos mais tempo ao ar livre.


Mas há dias em que é mesmo para ficar em casa, em que apetece. Por aqui já se começou a falar em fazer presentes de Natal. Não porque a crise económica chegou mas porque desde muito cedo que por aqui se fazem presentes. E adoro! Adoro ver o empenho e o entusiasmo com que os fazem, o modo como pensam nos outros e no que eles gostam. Adoro ver a forma como utilizam a criatividade e o engenho das suas mãos para construir presentes. Dentro em breve estará pronta a lista das pessoas a quem querem fazer ofertas e o que querem dar a cada um. Sim, porque cá por casa não há obrigação de dar. É conforme nos apetece e de acordo com o que conseguimos produzir. Nada de obrigações!

(fotografias da autoria das crianças dos presentes feitos no Natal 2010)


Esta é altura do ano em que a casa se povoa de cheiros bons - cheiro a terra molhada, cheiro a castanhas assadas, cheiro a bolo de maçã com canela ou simplesmente cheiro a maçã reineta assada com pau de canela... Como é bom o aconchego do nosso lar!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Julio Resende morreu. A noticia que ajudou a crescer e a descobrir um bocadinho do mundo

Ontem, à hora de almoço, li a notícia que Júlio Resende falecera. Pensei aproveitar a notícia para dar a conhecer às crianças um pouco mais sobre a vida e obra do pintor.



Imprimi uma fotografia do artista, uma imagem de uma serigrafia e outra do painel da Ribeira Negra. Escrevi numa folha o titulo da notícia que lera - "Morreu o pintor Júlio Resende (1917 - 2011) e pensei em perguntas que escrevi noutro pedacinho de papel.



Não disse nada. Deixei-os descobrir. Quando o primeiro foi à casa de banho, deu o alerta. Os outros foram a correr. Deixei-os explorar, trocar ideias. Compararam com o meu avô que falecera há um ano. Argumentavam que vivia no Porto ("se isto (Ribeira Negra) é no Porto é porque ele vivia lá"). Extrapolaram a profissão a partir do título.



Mais tarde, na hora do banho, um a um, aproveitei para retomar o tema:
- Que outra profissão ele teria? Foi professor (disse eu) De que seria?
- Gostavas de ser pintor? ("Ganha-se dinheiro?", perguntou um)
- O que achas das obras dele?

E a conversa foi rolando... Foi um ótimo pretexto para falar de escolhas de profissões, de que se nascemos e morremos na mesma terra... Um até comentava "Era giro se ele nascesse e morresse no mesmo dia."

Estou a pensar como lhes poderei lançar um desafio para resolverem, em equipa, durante o próximo fim de semana.

De facto, há muito que descobrira que as notícias que lemos nos jornais, ouvimos na rádio ou vemos na televisão são excelentes para conversarmos sobre imensas coisas. Haja imaginação!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Re-Organizar as rotinas

O inicio de um ano lectivo é, cá por casa, altura de re-organizar e de sonhar também. Começamos todos com a memória cheia de coisas boas do verão e com muitos sentimentos à mistura. A ansiedade de quem muda de turma (e de ciclo). A alegria de quem reencontra amigos. A impaciência por voltar a jogar à bola no recreio. O desejo de comprar material novo e de lhe sentir o cheiro. A propósito de tudo isto conversámos um dia. Comecei por partilhar com as crianças o que sentia quando regresso ao trabalho depois das férias. Foi giro. Eles falaram, sem dificuldade, do que lhes ia na alma. Discutimos estratégias para enfrentar os sentimentos mais negativos (por exemplo, "O que podemos fazer quando sentimos vergonha?"). Falaram também do calendário de sonho da sua escola - "um mês de aulas, férias" / "aulas e quando estivessemos cansados, férias".

Cá por casa, este ano, foi necessário adoptarmos um horário mais anglo-saxónico e reforçarmos a equipa que habitualmente somos. Foi giro perceber como têm interiorizado que se fizermos as tarefas em conjunto é mais fácil e sobra mais tempo. Habitualmente, de uma forma mais ou menos livre deixo escolherem em que querem ajudar - a pôr a mesa, a fazer o jantar, a lavar a loiça, a estender a roupa da natação...



Às vezes, pergunto-me: será que estou a exigir demasiado deles? Acho que não. Consegui descobrir o equilibrio - mostrar-lhes que têm um papel importante na vida da nossa família sem que as tarefas assumam um caracter de "obrigatoriedade militar"!

Como os faço compreender a importância da sua ajuda? De forma muito criativa, dependendo do estado de espírito :-) Há dias em que ponho o jantar na mesa, mesmo sem estar posta e pergunto: Como vamos comer hoje? Disposta a não ir buscar pratos, talheres etc e tal. Há dias em que dou um incentivo: Podem ver o programa de televisão quando terminarem as tarefas.



Varia mesmo muito, dependendo da energia (e do cansaço), da criatividade, da paciência... Do dia da semana e da hora. Procuro ter sempre presente o que é que eu quero nesse dia e o que é mais importante para mim e para eles. E funciona!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Recordar é maravilhoso!

Descobri que as crianças adoram ver fotografias antigas, ler postais que receberam, consultar os cadernos do jardim de infância e por aí fora. Foi a partir desta observação que resolvi criar, para cada um, a "caixinha das recordações" onde eles colocam coisas que consideram importantes mas que eu também vou enriquecendo (com o convite da festa de anos do melhor amigo, a fotografia de grupo do campo de férias...).


De vez em quando, algum dos três se lembra e vai buscar a caixinha ou eu mesma dou a ideia. Ficam tempos perdidos à volta das recordações - fazem perguntas, comentam uns com os outros, ordenam as "memórias visuais". É delicioso vê-los e eu, nesses dias, ganho alguns minutos de tranquilidade.



Gosto sobretudo a forma como vão recuperando o que ficou lá para trás, o que foi bom, e assim ganham força para seguir em frente!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dia da Criança - um presente inesperado!

Este ano, no Dia da Criança a Matilde acordou com febre. Estava doente. Tinha decidido "personalizar o dia", transformá-lo e torná-lo especial à medida de cada um. A doença da Matilde obrigou-a a ficar em casa e foi a partir desse facto que fizemos um trabalho bem giro. Ela gosta muito de pintar, desenhar, colar... Propus-lhe que o fizessemos "a meias" - ela escolheu a imagem e depois foi só pôr mãos ao trabalho. Ah! Utilizámos um daqueles blocos que para além do desenho trazem autocolantes, stencils, folhas com padrões diversificados...



Uma vez finalizada esta parte, comecei a escrever uma história inspirada na boneca que tínhamos colorido. Escrevemos um texto a duas mãos. Eu diria que foi a primeira composição escrita, formal, da Matilde. Ficou linda! E depois acabou por ser o ponto de partida para outros trabalhos onde explorámos a ortografia e fizemos correcções de erros.



No final do dia, sentada na bancada da cozinha, a dar-me as molas enquanto eu estendia a roupa, comentou: "Eu não preciso de ir à escola para aprender as coisas importantes!" Acredito que na sua memória ficou registado, apesar da doença, um Dia da Criança único e muito especial!