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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Serei uma má Mãe?

Serei uma má Mãe? Hoje, enquanto fazia a minha corrida matinal esta pergunta assaltou-me o pensamento.
  • Os pombos que nasceram este verão na nossa varanda, cresceram. A vida deles por lá tornou-se impossível - o lixo era mais que muito, a minha roupa lavada na corda ficava suja... Ontem, tirei-lhes todos os poleiros e lavei a varanda muito bem lavada. Pressionei-os para voarem e experimentarem a liberdade. À noite dois comentários: "Mãe, tu és má - tiraste a casa aos pombos" e "Mãe, eu sei que eles sujam a varanda mas fico triste de pensar que eles não têm casa para dormir."
  • A minha sala, ontem, era uma verdadeira confusão - acho que não havia pedaço de soalho disponivel. Todos os livros e dossiers (dos 3) estavam espalhados no chão. Cada um organizava a sua mochila, os dossiers novos, o que era para levar e para ficar. Sozinhos. Tudo sozinhos. Imaginei que talvez muitas pessoas, se pudessem espreitar para dentro da nossa casa diriam que eu era uma Mãe muito má, que não os ajudava (imagino até uma voz a assobiar "o papel das mães é organizar a mochila dos filhos para que eles possam ir para a escola e não lhes falte nada")

Pois bem, hoje conversaremos sobre como foi importante "empurrar" os pombos para que fizessem voos para mais longe (passaram para o topo de um prédio vizinho). Lembrei-me da História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, do Luis Sepúlveda, da parte em que dizia assim: "Ditosa estava ali prestes a tentar o seu primeiro voo, (...) fizeram com que os gatos compreendessem que a gaivota desejava voar, embora ocultasse muito bem o seu desejo. (...) Zorbas permaneceu ali a comtemplá-la, até que não soube se foram as gotas da chuva ou as lágrimas que lhe embaciaram os olhos." Achei sempre que os pombos não fizeram o seu primeiro voo sem que as crianças chegassem para que elas podessem assistir. E ontem, era vê-los assim, como o Zorbas, num misto de alegria e de tristeza.


Quanto à minha sala, à desarrumação e a mim - senti-me mesmo bem, sem qualquer rasto de culpa e sem qualquer receio de que alguém aprecesse e me espiasse. Estava tudo como eu gosto - eu, na cozinha a fazer umas deliciosas bolachas de Sésamo para os lanches da escola (que foram finalizadas pela Matilde e pelo Zé Maria). Os miudos a organizarem o seu material, cada um à sua maneira, pedindo ajuda sempre que precisavam (e eu respondendo com apoio e disponibildade). Para mim é tão importante permitir-lhes esta autonomia, respeitar a sua organização, confiar-lhes a responsabilidade de que sabem realmente organizar o seu próprio material.

Que boa que é a vida aqui nesta nossa casa!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A casa como espaço de aprendizagem e de desenvolvimento

Em setembro, faço sempre umas arrumações. Retiro os desenhos que restam do ano lectivo anterior. Repenso o espaço de modo a dar resposta às necessidades das crianças que cresceram. Foi assim que nasceu:

  • um cesto cheio de fantoches, junto da janela da sala, apelidado de "fantoches e imagens para inventar histórias"
  • uma caixa cheia de material para fazer pinturas (com tintas, aguarelas, pinceis e por aí fora)
  • uma caixa cheia de materiais para fazer recortes, colagens, desenhos e tudo o que a imaginação ditar
  • um cesto cheio de moldes, rolos e plasticinas
Tudo organizado de um modo muito prático e funcional para que as crianças se sintam convidadas a usá-los. Tudo pronto para que sejam livres e autónomas.

É por isso que esta semana sigo religiosamente as publicações de um site que me enchem as medidas - o playfullearning.

(foto retirada do site playfullearning)

Esta semana, ainda a meio gás, é altura ideal para testar a nova organização dos espaços e materiais.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um setembro com sabor ainda a verão

Ao fim de 2 meses em que andei por aí (umas vezes com crianças, outras vezes sozinha), volto a assentar arraiais em casa. É setembro, por todo lado se respira o regresso à escola. Fala-se da famosa rentrée mas o calor teima em ficar.  Gosto disto. Estas temperaturas fazem parte das minhas memórias de infância. Calor. Mas,  um dia destes chegarão as primeiras chuvas e com elas o delicioso cheiro a terra molhada. De certa forma é estranho, olhar para revistas e catálogos e ver os tons outonais. Continua a apetecer-me comer fruta, saborear sumos frescos... comida de verão!


Tenho dificuldade em imaginar-me de volta às lancheiras, à rotina cheia de horários rigidos para cumprir. Quero prolongar esta estação maravilhosa. Talvez consiga. Estou determinada a transformar os meus fins de semana em férias. É uma forma de não ficar demasiado cansada. De não viver ansiosa pelas férias. De aproveitar mais o presente.  Na verdade, não sofro do síndrome do regresso ao trabalho. Adoro o que faço. A minha paixão pela Family Coaching é forte. E esta é uma altura boa. As pessoas regressam determinadas a fazer mudanças, sinónimo de muito trabalho criativo para mim!


Eu também regresso pronta para fazer mudanças... Vou pensando como re-arrumar o espaço cá de casa, nas novas ementas, nos snacks que quero experimentar mas... Sei que, sobretudo, quero viver com a cabeça mais no presente, menos pressionada por horários e outras pressões exteriores. Sei que quero ser cada vez mais livre e feliz!

(fotos de albuns da Inspire me)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Filho de peixe sabe nadar...

Quando regressámos de férias, as crianças descobriram que havia umas meninas que faziam pulseiras como as que eles aprenderam a fazer no Verão Verde lá no Palácio de Cristal, e que as vendiam, numa banquinha improvisada, à porta dos prédios da nossa rua.

Quiseram repetir o feito. Tinham recebido uns fios da madrasta e rapidamente criaram uma fábrica de fazer porta-chaves em macramé e pulseiras em linha de bordar. O Zé Maria foi o mais novo aprendiz. Fizeram um preçário, descobriram as moedas que tinham juntado da venda do verão anterior e lá foram eles, para a entrada do prédio fazer concorrência às outras meninas. Era domingo e nada se passava. Não havia vivalma na rua. Eles continuavam determinados a ir vender, fosse onde fosse. Entraram em modo brainstorming para descobrirem possíveis locais de venda. Resolvi ajudá-los. Ao almoço propus-lhes irmos até à Feira Solidária nas Mercês. Falámos sobre o que é ser solidário, como funcionaria a feira e preparei-os para o facto de terem de apresentar uma proposta. Como iriam ser solidários? O que iriam contrapropor à Associação Ponte por os deixar montar uma banca para venderem as suas coisas? Falou-se de percentagens, de ganhos, de ajuda... Foi mesmo giro. Deixei-os explicarem uns aos outros, só intervindo quando necessário.

Lá fomos nós. Lá montaram a banca. Lá encontraram amigas que os ajudaram a vender. Digno de ser visto. Determinados a cumprir o seu objectivo de venda (ainda falámos sobre isto no carro), intrepelavam qualquer pessoa que passasse no recinto da feira. "Vamos fazer publicidade", gritava um. Em grupo, levando uma amostra de cada produto, iam ter com as pessoas, para depois as convidarem a visitar a banca. Havia um que ficava de guarda ao estaminé. Anotaram todas as vendas. No final, fizeram contas - 20% das vendas revereteram a favor da Associação. De regresso a casa pediram-me para ir comprar mais matéria prima. "Quanto querem gastar?" / "Depende os preços do fio.", afirmaram. Expliquei-lhes a importância de definir, antes de entrar na loja, quanto queriam gastar; dialogámos sobre o que pode acontecer quando defininos ou não definimos um valor. E lá fomos nós.


Acho que valeu pela experiência. Estavam radiantes. Aprenderam tantas coisas num só dia... E sim confesso que me revi neles... O meu lado empreendedor que lá muito atrás também fazia pulseiras, molduras, agendas e tantas coisas mais para vender e depois ir, livremente, de férias!

terça-feira, 17 de julho de 2012

À minha beira ou ao pé de mim?

Eu quis tê-los bem pertinho de mim e por isso, a semana passada, lá rumámos, os 4, para o Porto. Foi uma semana em cheio. Para eles, com sabor a férias. Para mim, com sabor a trabalho. Para todos, rodeados de muitos amigos, imensa animação, muitas aventuras e descobertas.

Ao fim do primeiro dia, dei com eles, no banco de traz do carro a fazerem um jogo. Um dizia uma frase e desafiava outro: "Agora diz isto à Porto." Habitualmente a frase seleccionada envolvia expressões tipicas (e diferentes), "V" e "B" e muitas vezes o som "OU".


O Zé Maria experimentou as actividades de verão promovidas pela Faculdade de Desporto. Fabuloso. Mesmo ao seu jeito. Regressou muitos dias de alma cheia - pela experiência e por se destacar no desempenho de modalidades que nem imaginara existir. Tornou-se fã do salto em comprimento e do Peter Golf. Mesmo sem futebol ou futsal, o programa encheu-lhe as medidas. As meninas andaram encantadas pelo Palácio de Cristal, no Verão Verde, organizado pela Eco-Animação.

Eu gostei do sabor a mobilidade. Saber que podemos estar aqui mas também ali. Que é possível descomplicar e viver em qualquer cidade. Que tenho uns miudos fantásticos que alinham comigo. Que somos capaz de celebrar as pequenas conquistas com um frango assado e uns refrigerantes, sentados no chão a fazer um piquenique (porque isso era diferente - e as coisas boas são para assinalar com coisas fora do comum). Estamos prontos para repetir a aventura! (e para a próxima compro crachás para todos)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Amores - perfeitos

Esta semana estou a trabalhar perto de um sítio onde costuma haver amores-perfeitos. O nome desta flor deixa-me sempre a pensar... Haverá amores perfeitos? Os amores perfeitos serão como estes - sensíveis e que requerem muitos cuidados?



Esta semana estou "tomada" pelos meus amores (não perfeitos mas sim reais!). Uma semana e tanto, cheia de aventuras, experiências... Exigente! Mas que, por acaso ou não (ou não! que eu não acredito em acasos!) veio parar-me este texto às mãos (Why parent must take care of themselvespara eu ter bem presente quão importante é cuidar de mim!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uma escola em casa... para a Matilde!

A semana passada, estava determinada a fazer, uma escola em casa para a Matilde. Desde que escrevi a carta à sua professora, no final do ano lectivo, parece que sinto uma responsabilidade maior de a ir ajudando a viver o que aprendeu. Acho que, acima de tudo, pensar e realizar actividades me dá imenso prazer :-)

No seu Diário de Bordo (das férias do ano passado), escrevi uma lista de tarefas que ela poderia fazer:
  • ler um livro da biblioteca
  • fazer uma ilustração para o livro que lera
  • escrever, na máquina de escrever, uma receita
  • arrumar a sua gaveta do quarto (onde guarda os seus pertences)
  • lavar roupa à mão
  • pôr a mesa para o jantar
  • cozinhar o almoço
  • não fazer nada
  • dormir a sesta
  • escrever a história de banda desenhada do livro Escreve o teu livro de histórias


As regras de funcionamento eram simples:
  1. A Matilde podia escolher a actividade que queria realizar, mas tinha que ser uma de cada vez.
  2. Quando terminasse a actividade tinha que responder a umas perguntas que eu inventei: quanto tempo tinha demorado a fazer a actividade; se a tinha realizado sozinha ou com ajuda; se tinha gostado e quanto prazer lhe dera.
  3. Podia sugerir outras actividades que não estivessem na listas e lhe apetecesse fazer (por exemplo, propôs fazer uma pulseira e um colar com missangas e eu desafiei-a, a seguir, para registar os padrões!)
A minha ideia era promover a autonomia, estimular a criatividade, "fazê-la usar" competências que desenvolvera na escola, permitir-lhe realizar tarefas domésticas que aprecia e dar-lhe liberdade. Respeitar o seu ritmo.

O que eu mais gostei e me encheu mesmo as medidas? Descobrir que tenho uma inventora de bolos que tem uma noção muito clara do que é necessário para fazer uma sobremesa deliciosa. O entusiasmo com que fez a receita, a expectativa de provar o que cozinhara para descobrir se era bom (comestível!)... foi um encanto!

À noite temos estado a escrever a história de banda desenhada porque... o momento de leitura, antes de dormir, também pode ser transformado em momento de escrita!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um dia de pernas para o ar...

Balanço do dia:

Um dente partido, muitas coisas feitas por casa, uma reunião aos bocadinhos, emails enviados entre solicitações dos filhos, uma máquina da roupa reparada, um calor insuportável, uma adernalina sem fim e o desejo de uma bebida fresca ao cair da noite para relaxar.

(foto de um album inspire me)

PS: Aprendi que quando se parte um dente devemos mantê-lo dentro da boca ou mergulhá-lo num copo de leite para que a reconstrução seja facilitada.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Desafios de 2ªf de férias

Já me tinha esquecido de como eram as 2ªfeiras, em que as crianças regressam, quando estão de férias. Não foi um início fácil. Muitos limites para estabelecer, regras para recordar... Mas o balanço, agora, ao fim do dia, é positivo.

Inspirada pelo livro Switch - como mudar quando a mudança é dificil e na ideia dos cartões de fiedlização que dão carimbros em cada compra e descontos ao fim de X aquisições, criei um jogo para o Zé Maria. Estava a ficar doida - desde que chegara que não largava a bendita da PSP. Agarrou a ideia e depois de um bonus de incentivo já ganhou a primeira estrela que o conduzirá a 10 minutos, extra, de jogo. Satisfeito porque pode gerir o tempo, dividi-lo a seu belo prazer... E eu radiante porque sanei o mal pela raíz e ainda promovo a autonomia e o auto-controlo :-) Importante, importante - regras claras e objectivas e o incentivo inicial para acreditar que é possível.

Esta é uma semana em que irei gerindo o dia a dia. Aproveitando os beneficios de trabalhar de casa e de ter alguma flexibilidade. Saboreando a boa vontade dos amigos que ficam com as crianças quando eu preciso mesmo, mesmo de trabalhar. Inventando um homeschooling para a Matilde que está radiante com a ideia. Entristecida com o facto de haver recursos que não são aproveitados. Imaginei trabalhar numa biblioteca, enquanto as crianças realizavam uma actividade para elas, mas... De repente dei-me conta que porque não havia número suficiente de participantes, a iniciativa não aconteceria (ainda que  a funcionária fique sem nada para fazer e o seu ordenado seja pago na mesma). Nesta alturas costumo pensar como as coisas eram diferentes quando vivi em Inglaterra - independentemente do número de participantes, as actividades nas bibliotecas aconteciam sempre (ou pelo menos nas que eu participei!)

Confesso que também estou bastante entusiasmada com o pseudo-homeschooling da Matilde. Pensei que poderia ser para a desenganar da ideia de aprender em casa mas começo a temer que isto ainda me vai reservar muitas surpresas, tal não é o entusiasmo... "E posso lavar roupa à mão? E cozinhar? E escrever?"

(foto de 1 album do Inspire.me)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

As prioridades que me deixam a pensar...

Esta é uma semana cheia de eventos escolares e de actividades extra-curriculares. Anseio pelo sábado à hora do almoço, altura em que o ritmo abrandará um pouco. Mas o que me deixou mesmo a pensar foram as prioridades da escola dos meus filhos para alterar o calendário inicial dos festivais de ginastica - o cartaz do Rock in Rio!

Cá por casa gostamos de partilhar os momentos importantes de cada um. Assim, se há vontade, mobilizamo-nos para presenciar os acontecimentos importantes da vida (seja da Mãe, seja de cada um dos filhos). Por isso, foi com tristeza que vi anteciparem as datas dos festivais de ginástica, isto porque o da Madalena seria na vespera dos testes intermédios da Matilde. Sabia que o evento implicaria mudança de rotinas - não faria mal, somos flexíveis! Mas sabia também que implicaria deitar tarde e se há coisa que defendo é que em véspera de testes, um sono tranquilo e reparadouro vale mais do que muitas horas de estudo! É um bom antídoto para faltas de concentração e excessos de ansiedade. Ora, posto isto vi-me com um dilema: o festival OU o descanso (e consequentemente o teste)? O que era mais importante? Tentei conciliar tudo à boa moda das Super - Mães. Às 21h30 cheguei ao limite. Consegui trazer a Matilde para casa, a choramingar (tal não era o cansaço!), para poder ter sonhos bons e inspiradores. Os outros vieram depois, mais tarde, com o pai, assim que terminou o desfile da natação do Zé Maria.


Hoje de manhã, ia decidida a expressar a minha opinião (de desagrado) junto do professor responsável pelo 1º ciclo. E qual não foi o meu espanto quando percebi que uma forte motivação da mudança de datas (a anterior não colidia com testes e era mais proxima do fim de semana) era o cartaz do Rock in Rio - que assim, provavelmente, os miudos mais velhos não estariam presentes no sarau da escola. Fiquei a pensar:
  • Quais são as prioridades e que mensagens passa a escola aos miudos? Que podem ter tudo? Que o mundo se ajusta às suas vontades? Que não precisam de fazer escolhas (entre um evento da escola e um concerto)? Que o produto em grande (o festival) é mais importante? Porque defende aquela escola os desempenhos e os rankings, que a família a participe nos eventos e depois cria calendários incompatíveis com esses "valores"? Para nos fazer escolher ;-)? (ah!ah!ah!)
Não tenho respostas. Apenas perguntas. Muitas. Que escola quero para os meus filhos? O que valorizo eu?

Muitas vezes me perguntam como é que eu faço o caminho que me permite ser livre. Assim. Aproveitando todos os acontecimentos e circunstâncias, para arrumar a casa e ficar de bem com a vida! Se é fácil? Nada disso! Mas a sensação de liberdade é muito boa!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Jogo "Pesca da Amizade"

No inicio do 3º período a Madalena informou-me que teria que realizar um trabalho para a disciplina de Moral. Pediu-me ajuda para a sua concretização. Verbalizou "quero fazer alguma coisa a 3D". Começou, logo, a cuspir muitas ideias de produto - final e listas de materiais que era preciso comprar. Mas aqui a Mãe, a exercitar permanentemente o "slow down", disse: "STOP, vamos começar pelo principio. No teu caderninho (a Madalena tem um caderninho onde vamos escrevendo coisas, eu e ela) vais escrever o que é para ti a Amizade e Ser Amigo" (este era o tema do dito trabalho). Assim fez.

Apresentou-me as ideias e perguntou: "Já podemos fazer o trabalho e comprar o material?". Ao que prontamente lhe respondi que não. Era preciso dar mais passos até chegar à meta. Desafiei-a a associar a cada ideia uma imagem. E depois disso, propus-lhe: "E se com isso inventasses um jogo? Escreve todas as ideias que te venham à cabeça!" Daí à concretização foi muito rápido e o resultado está maravilhoso: um jogo original, único (Jogo da Pesca da Amizade), bem estruturado e que responde ao pedido da professora (acho eu!).


"Ser amigo é ser simpático" (imagem que ilustra a ideia no jogo)

O trabalho de Moral foi, também para mim, uma oportunidade de treino, reflexão e crescimento. Obriguei-me, mais uma vez, a parar e a pensar antes de agir. Sou uma pessoa criativa e por isso, muitas vezes quero ver logo o produto final. Penso muitas vezes que, hoje em dia, os miudos são todos muito apressados porque nós também vivemos assim - com a cabeça e o coração mais no futuro do que no presente. Ao longo do caminho, fui dando a cana  para a Madalena fazer a sua pescaria e não é que ela inventou e escolheu um jogo com esse nome ;-) Não fiz nada por ela, dei-lhe os inputs para que fosse desenvolvendo as ideias que iam surgindo. Às vezes, é mais facil fazer por eles mas dessa forma será dificil aprenderem a imaginar e concretizar projectos. Valorizei o processo. O produto está muito giro e ela está orgulhosa mas o que eu sinto mesmo (e explicitei-o junto dela) é que valeu a pena investir no processo e saborear o caminho. Não é assim que deve ser a aprendizagem? E não é assim também que vale a pena viver a vida?

domingo, 25 de março de 2012

Um dia de férias = Um dia na "Kidzania a sério"

E pronto! São férias da Páscoa. As crianças estão a saborear o merecido descanso mas a minha vida real, de mãe - que - trabalha não se compadece com esse facto. A questão é a mesma de sempre: como conciliar os dois mundos?

Na minha to do list estão tarefas como:
  • ir aos CTT levantar uma carta registada
  • ir ao banco fazer um depósito e pedir um recibo
  • ir levantar o passaporte
  • ir entregar documentos de trabalho
A esta lista junto um visita ao supermercado para comprar mantimentos para a família.

Na minha companhia tenho três adoráveis crianças, ávidas de acção. O problema é como pô-las em acçao, pela cidade fora, de modo a que eu possa cumprir o meu "serviço externo"...

(foto de album da Inspire me)

De repente dei-me conta que só tinha uma forma de resolver a questão - "Amanhã vão poder ir, "sozinhos", fazer algumas tarefas do meu trabalho, como ir aos correios, ao banco. Deixo-vos à porta e vocês terão que fazer tudo sozinhos." Ao que ouvi como resposta, com sorrisos na cara: "uma kidzania mesmo a sério!"

Fiquei satisfeita. A primeira etapa estava superada - motivação para o programa! Agora vamos ver como corre.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O ritmo da vida: às vezes é preciso ir mais devagar...

As últimas semanas têm sido uma loucura - os últimos testes das 3 crianças, festa de aniversário (comemoração tardia) e também muito trabalho da Mãe! Nestas alturas, penso inumeras vezes que só preciso de sobreviver. Nas rotinas, diminuo (e muito!) 0 meu nível de exigência - a roupa para engomar é menor, aceito ajuda de quem quer dar e seleciono mesmo as prioridades. Mas mesmo assim, às vezes é muito dificil e parece uma missão quase impossível. E foi neste contexto que recebi duas imagens muito inspiradoras da Madalena. De repente, dei-me conta que os filhos também podem ser fonte inspiração e modelo para os pais. A forma como ela luta pelo que quer deixou-me a pensar. Fez-me ir atrás de sonhos. Pôs-me de novo na estrada, comecei a dar asas ao projecto do "Cantinho da escrita".


O "Cantinho da escrita" é uma ideia simples e ainda em construção. Surgiu da necessidade de apoiar a Matilde a melhorar a sua ortografia. A Madalena cedeu a sua secretária que se transformou num espaço de todos. Mudámos a sua localização. Usámos um quadro para escrever com letras de iman. Arranjámos um arquivo para jornais e revistas (que podem ser lidas e recortadas as letras)... Está longe de estar pronto. Vai tomando forma, aos poucos, ao ritmo da vida, da nossa vida. As crianças andam por lá. As letras vão entrando na vida, na nossa vida. Escrevem-se mensagens secretas. Tudo é possivel. Há fantoches para alimentar a imaginação da escrita. Tinha idealizado montá-lo e apresentá-lo pronto mas rapidamente compreendi que não fazia sentido. Estava cansada, esgotada. Precisava deles para o edificarmos em conjunto.

É bom percebermos que a vida é assim. Que o ritmo é assim. Que, às vezes, precisamos de abrandar, de ir mais devagar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

As crianças, o homeschooling e eu

É muito comum, após algum tempo em casa ouvir as crianças (sobretudo a Matilde mas às vezes também a Madalena) dizerem - "Que bom que era se pudessemos ficar em casa e aprender aqui". Esta frase faz tocar algumas campainhas. Gosto da ideia do homechooling. Admiro quem o pratica. Sou fã da Soulemama. Mas... Não é para mim. Foi um passo importante, na minha maternidade, reconhecer que os meus limites me impediam de o praticar. Sei que sou uma Melhor Mãe, mais feliz, mais capaz e mais plena se apenas complementar o trabalho da escola. Sou criativa e por isso consigo ir pensando em coisas engraçadas para os motivar para as aprendizagens. No entanto, nos ultimos tempos tenho dedicado as minhas energias a pensar nas competências que quero promover nos miudos (naquelas com que mais niguém se preocupa).


Inspirada numa frase da Matilde ("Ó Mãe, eu não preciso de ir à escola. Eu podia ficar em casa e aprender outras coisas importantes. Tu podes ensinar-me a cozinhar, a fazer tricot muito bem, a costurar...") , decidi propor-lhes que:
  • Estendessem roupa
  • Passassem a ferro (numa tábua de adulto e com um ferro "verdadeiro")
  • Inventassem uma entrada com os ingrdientes que havia
Ficaram encantados. Acho que estavam maravilhados com a possibilidade de acederem ao mundo dos adultos, sobretudo com a hipotese de passar a ferro roupa de verdade e com o material que os crescidos usam. Foi uma oportunidade de lhes ensinar normas de segurança (o ferro estava no minino, a sorte foi que o que tinham para passar eram guardanapos com muito poucos vincos) mas também de lhes transmitir os ensinamentos da minha avó Ana acerca de "como passar bem a ferro".

A minha cabeça anda a borbulhar. Uma catadupa de ideias. Muitas vezes penso: se não aprenderem estas coisas na família e à medida que vão crescendo, quando o farão? Estou decidida a deixá-los fazer novas experiências neste âmbito!

PS: Sabiam que... Em Portugal, a legislação permite o homeschooling, isto é, o ensino doméstico ou domiciliar que é "aquele que é leccionado, no domícilio do aluno, por um familiar ou por ou por uma pessoa que com ele habite"?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A dificil arte de educar "fora da box"


Esta é uma questão com que me tenho debatido ultimamente - a arte de educar os meus filhos "fora da box". Numa socidade em que se grita o direito à diferença mas em que se olha de lado para a criança que decide vestir um disfarce para ir jantar fora (sem que seja época de carnaval). Em que se anuncia que o importante é ter trabalhadores criativos e flexiveis mas em que a escola previlegia quem faz tudo igual, responde da mesma forma (tendo em vista o resultado mais do que o processo). Num mundo em que a maioria das pessoas à minha volta dita regras só porque sim, sem pensar na razão que está por trás... Decidi, de uma forma muito consciente, educar os meus filhos "fora da box". Tenho como valores importantes a transmitir (e a fazê-los viver) a criatividade e a felxibilidade. Acredito que se experimentarem, de vez em quando, fazer coisas diferentes e ao contrário, terão mais probabilidades de dar a volta às adversidades da vida e de serem imensamente felizes.


Foi assim, com este espírito que nasceram ideias como...
  • a refeição ao contrário, em que começamos pela sobremesa e terminamos na sopa
  • folgar à 4ªf em vez de ao sábado (porque a Mãe trabalha ao sábado, decidimos que o fim de semana, ie, o descanso, pode ser quando nós quisermos)
  • ser outras pessoas, ie, brincar MUITO ao faz de conta
  • jantar farturas e churros com chocolate (nem que seja só uma vez)
  • questionar a forma única de fazer TPC's (Tem que ser pela ordem que a professora diz? As palavras dificeis para o ditado têm que ser estudas, re-escrevendo-as 5 vezes ou posso inventar uma história com elas? O gosto pela leitura e pela escrita só se desenvolve escrevendo ou também podemos inventar histórias, à noite, antes de ir dormir, com fantoches?)
  • "pensar fora da box" - quando ao jantar apresentam soluções únicas para os problemas, a Mãe pergunta: "E se pensasses fora da box? Uma maneira completamente diferente de fazer isso?"

Acredito que desta forma posso estar a contribuir para o desenvolvimento de pessoas verdadeiramente flexiveis, criativas e auto-confiantes. Imagino a Matilde a pôr umas meias com uns saltos altos só porque sim, porque gosta (independentemente de ser moda ou não). Imagino a Madalena a qusetionar quem lhe apresente uma verdade absoluta. Imagino o Zé Maria a encontrar várias formas de ajudar um amigo que se magoou. Imagino... Desejo... Sonho... Sou... Fora da box!

P.S. 1: Todas as fotos são de albuns Inspire me
P.S. 2: Decidi usar a terminologia "fora da box" lá por casa pois gostam do programa e apreenderam facilmente o conceito

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Numa tentativa de sobrevivência...

(foto de um album do Inspire me)

Numa tentativa de sobrevivência vi-me forçada a re - organizar a minha (e nossa!) vida doméstica. Depois de uma semana em que tudo correu muito bem mas em que, no domingo à noite me sentia estoirada e a precisar de um verdadeiro fim de semana, repleto de descanso... Resolvi pôr mãos à reflexão e definir o que queria mudar.

  • Durante a semana, as crianças tinham descansado depois das suas obrigações escolares mas eu não!
  • No fim de semana fizemos TUDO (e era bem ambicioso este tudo) e eu dei atenção a todos (menos a mim!)
  • O trabalho tem-se multiplicado (graças a Deus) e eu sou só uma
  • Os trabalhos escolares em casa também parecem cogumelos, os testes estão à porta e por mais autónomos que sejam, sei comigo a fazer dois ditados em simultâneo (um do 2º ano e outro do 3º)
Posto isto, pus-me a reflectir no que poderia fazer diferente. O que queria incrementar ainda mais cá por casa. E o resultado foi simples: mais AUTONOMIA das crianças e mais DESCANSO meu (e porque não delas também?!)


Os legos sairam da caixa. As obras de arte nasceram das mãos dos mais novos, enquanto eu ficava disponivel para qualquer coisa. Os livros estão por todo lado, sempre apelativos e irresistiveis para alguns. Os lanches da escola passaram a ser da responsabilidade de cada um (e isso significou menos uma tarefa ao serão e uns minutos a mais no sofá!).


O espírito é cada vez mais de equipa porque a Mãe também se cansa, também tem limites, precisa de descansar e de se cuidar!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Do it yourself!

Há uns tempos que venho reflectindo sobre uma característica minha - tenho tendência para guardar o que já não serve. Acho que poderá sempre re-utilizar-se, fazer uma nova peça. Isto acontece com tecidos, roupas que ficam inutilizadas, papeis de embrulho, fitas e muito mais. Tenho que ser um bocado selectiva, caso contrário a logistica tornar-se-ia uma missão impossível.

O que me dei conta é que eu não gosto de criar peças do nada. Gosto das re-inventar. Seja dando outro uso, seja usando para outro fim ou seja re-criando a partir de algo que se viu ou se imaginou. Estava eu a ler um artigo da Elle do mês de fevereiro quando descobri que esta minha característica, afinal, até é muito trendy. Nesse artigo cruzei-me com dois blogs - honestly wtf e P.S. - I made this - que me deixaram a pensar. O que eu gosto mesmo nesta actividade criadora é o facto de poder gerar peças novas, únicas, só minhas. Dentro do que a moda dita (mas sem ficar presa a ela) mas exclusivos meus! Em suma, ser original!

E o mais curioso é que isto é tão "meu" que naturalmente o tenho passado aos miudos. De tal forma que eles acham que eu sou capaz de fazer tudo (o desafio mais audaz que me lançaram foi a confecção de gomas - um dia destes, venço o medo e passo a acção!).

Recentemente, a Matilde imaginou um xaile que me pediu para fazer. Descreveu-o com muito promenor. Eu, no entanto, para não correr riscos (e lembrando experiências passadas em que não correspondi às expectivas), pedi-lhe que mo desenhasse. À medida que ia saindo da minhas mãos, o projecto inicial ia sofrendo adptações. Foi muito giro. Aproveitei a ocasião para lhes ensinar a fazer pompons (de uma e de várias cores). A lã, claro que veio da Ovelha Negra (e os conselhos da Joana acerca de como acabar com sucesso este projecto foram preciosos).

A "obra de arte" ficou pronta e, desde então, o xaile faz parte de todas as toilettes.

Re-criar, sendo original e única - esta é mais uma dimensão que me dá prazer... Olhando em retrospectiva para os post's começo a constatar o que sempre intui desde cedo - tenho muitos interesses! O que é bom e é mau. Se facilita ter muitos recursos, dificulta a escolha e capacidade de concentração em cada projecto que se inicia.

Mas não haverá por aí mais mães como eu - reais e imperfeitas?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Advento é tempo de espera. Parte I: a árvore de natal e os primeiros presentes

Com a agitação inerente à aproximação do natal e os feriados deste inicio de mês, tem sido dificil ser certinha na actualização da Hora da Mãe. Mas as mães reais são assim - imperfeitas!

O fim de semana passado foi maravilhoso. Aliás, a semana em que os miudos estiveram cá por casa foi fantástica. Fizemos a nossa árvore-de-natal-calendário-do-advento e iniciámos a construção dos presentes. Um entusiasmo que só visto. Mas o natal não é isso mesmo - entusiasmo, alegria, esperança? Entre o Menino Jesus e o Pai Natal, vejo as crianças caminhar, crescerem, amadurecerem. É bonito.


Eu recolhera caixas variadas (sapatos, papas, sabonetes, rolos de ccozinha...), comprara um rolo de papel de embrulho verde, imprimira os números de 1 a 25. As crianças foram à mercearia do bairro buscar um caixote para fazer o tronco. Pedira emprestada uma pistola de cola quente. O material estava reunido e no dia 30 de novembro pusemos mãos à obra.
  1. Embrulhar caixas
  2. Pintar números (uma cor para os dias que estão com a mãe e outra cor para os dias que estão com o pai)
  3. Fazer no chão um "esboço" do que poderia ser a árvore montada
  4. Colar os números (os dias que estão no pai no caixote, organizados em 2 semanas; os dias que estão com a mãe foram distribuidos um por cada caixa)
  5. Montar a árvore (como se de um lego se tratasse)
As maiores emoções foram:
  • Poderem usar sozinhos a pistola de cola quente
  • Cada vez que se cortava a janela de uma caixa descobrir qual a embalagem que estava lá escondida
No final foi mesmo bom contemplar a obra de arte. Cansadas foram descansar. Ansiosas pelo dia 1 de dezembro e pela surpresa que os esperaria. No primeiro dia tinham uma folha de autocolantes (para dividir pelos 3) para decorarem as suas cartas de natal. Cá em casa, é habitual haver duas por criança - uma relativa ao que desejam receber, outra referente ao que querem oferecer ao Menino Jesus (como são tão eficientes, puseram logo, junto a ela, os presentes que decidiram dar).


Consequência de ter uma árvore-de-natal-advento: durante 25 dias acabou-se o dormir até mais tarde e Mãe Natal tem trabalho todas as noites (elaborar a mensagem do dia seguinte e colocar a surpresa na árvore)

No fim de semana, tivemos ainda oportunidade de iniciar a construção dos presentes. Tudo com imensa tranquilidade. Saíram objectos lindos e eu relembrei algo muito importante - se queremos que as crianças retirem prazer e dêm largas à sua criatividade, então temos que ter todo o tempo do mundooooo. É uma excelente oportunidade de ir contra a corrente da época e criar momentos de calma.

(Os primeiros presentes que sairam das mãos da Madalena, Matilde e Zé Maria:
um livro de receitas e dois individuais que falta agora plastificar)

Na 2ª feira quando partiram ficou um vazio. A casa pequena tornou-se demasiado grande. Apesar de ganhar tempo para mim e para as coisas que aprecio, também experimento a saudade e às vezes a tristeza. Apesar de ficar a preparar calmamente todas as aventuras e todos os trabalhos que faremos quando regressarem, fico sobretudo a aproveitar as coisas boas de estar sozinha. Fico a saborear a minha semana de Mulher livre!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Natal:"Como hei-de encontrar o caminho?"

(foto retirada de um album da inspire.me)

O Natal está quase a chegar. Todos os anos faço algo diferente nesta época. Aos poucos vou-me aproximando do essencial, do que para mim faz sentido. Tenho descoberto estratégias anti-stress. Há muito que não sei o que é a correria e que vivo com tranquilidade uma das alturas do ano que mais aprecio. Para mim Natal é sinónimo de esperança e de renovação. Consigo equilibrar os afectos e o fernesim das crianças relativamente aos brinquedos que esperam receber. E essa mistura é deliciosa!

Novembro está no fim e por isso dei comigo a pensar como queria introduzir o Natal cá por casa. Acho que o primeiro sinal foi dado pelas circulares escolares com indicações para os fatos da festa. Socorro! É mais dificil que o Carnaval pois temos que seguir "à risca" as instruções - este ano calhou-me uma alforreca e um mago egipcio. Mas esta foi a primeira campainha.

Não me deixei intimidar e lancei as primeiras perguntas para o ar:
  • A quem querem oferecer presentes? (só crianças)
  • O que vamos fazer?
  • Como vai ser a nossa árvore de Natal?

As respostas não demoraram a chegar:

- "Eu faço a lista e escrevo as ideias."
- "Ó mãe, uma árvore é uma árvore."
- "Pode ser de verdade ou não. Pode ser de tecido. Pode ser de feltro. Podemos construir ou não..."
- "Já sei. Pode ser igual aquela que a Ângela fez o ano passado?"
- "Claro que sim."

E agora aqui estou eu a ver como concretizo o pedido. Mas antes de pôr mãos à obra, tive algumas ideias:
  • 2ªf quando chegarem vou começar a ler-lhes "A noite de Natal" de Sophia de Mello Breyner (não é a primeira vez mas gosto tanto... E ainda por cima as ilustrações são de Júlio Resende)
  • Nas viagens de carro vamos acabar a lista dos presentes que queremos fazer
  • Na 3ªf vamos ver um blog que tem ideias muito giras e inspiradoras. Já têm disponivel uma caixa com livros repletos de sugestões e materiais convidativos.


  • 5ªf vai ser feriado e vamos construir a nossa árvore de natal (até lá terei muito trabalho de casa)

(foto cedida pela Ângela para me inspirar)

Hoje, enquanto estava a conspirar tudo isto, tive uma ideia muito engraçada. Vou deixar em casa dos meus pais um envelope com um desafio para este Natal - gostava que preparassem um album com fotografias e histórias sobre os seus pais (os meus avós!) para oferecerem aos meus filhos na noite de dia 24. Tenho reparado que as crianças adoram conhecer as aventuras e as curiosidades dos seus antepassados. Vamos ver...

Os próximos posts serão, certamente, o caminho que quero fazer até à Noite de Natal.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As ementas da Mãe... Como ganhar tempo na cozinha e euros no supermercado!

Já há muito tempo que me rendi às ementas. Já experimentei de tudo: mensais, quinzenais, semanais. Todas as opções com vantagens e desvantagens. Também há alturas em que prefiro não ter ementas (normalmente nas férias).

Neste momento o que impera é a ementa semanal. Durante o fim de semana determino os jantares de 2ª a 6ª e os almoços e jantares do fim de semana. Faço uma grelha que afixo na cozinha. Depois, com base no que existe na despensa e olhando para o menu que estabeleci, faço a lista de compras.


Este sistema tem, na minha opinião, imensas vantagens!!!!

1) As crianças contestam menos - é como na escola! Já está estabelecido!
2) Só tenho que pensar uma vez por semana no que vou cozinhar.
3) Quando vou ao supermercado compro só o que necessito.
4) De manhã, antes de sair de casa, olho para a ementa e já sei exactamente o que tenho que descongelar!

Com o passar do tempo, tenho vindo a envolver as crianças na construção das ementas e uso recursos variados para os inspirar, a saber...

a) Houve alturas em que afixei uma Roda dos Alimentos gigante na cozinha e as suas sugestões tinham que respeitar (mais ou menos) as proporções da Roda!

b) Vou colocando ao seu dispor livros de receitas (é obrigatório que tenham imagens para que possam visualizar) para que possam dar largas à imaginação e aumentem as suas isnpirações.

Esta semana foram eles que fizeram a ementa (é delicioso olhar para o placard e vê-la escrita com a letra manuscrita de criança). Predomina a carne mas escolheram os pratos de peixe e por isso comem com mais satisfação. Respeitaram o critério - uma refeição vegetariana por semana. Inspiraram-se no livro da Paula Veloso - Dieta sem castigo! Foi giro. Quando leram o livro associaram a palavra "dieta" a perder peso e depois estivemos a reflectir sobre os outros significados que ela pode ter.

Eu vou fazendo o trabalho de casa e pesquisando sites e blogs que me alimentem a imaginação para que depois possa apoiar as crianças nas escolhas. Recentemente descobri o Menu da Semana. Vale a pena espreitar!

Aprenderem a mecânica desta gestão doméstica, dá-lhes, acredito eu, recursos para perceberem como podem ganhar tempo, euros (só vamos ao supermercado depois da ementa feita!) e uma alimentação saudável e equilibrada. Aos poucos e poucos, vou-os autonomizando nesta tarefa e assim vou ganhando um tempinho para mim ;-)