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domingo, 2 de outubro de 2011

Este ano vou à escola!

No ínicio do ano lectivo perguntei a mim mesma: "Como quero participar na escola dos meus filhos?" Estava decidida que 2011 - 2012 seria um ano diferente, mas pensar não chega. É preciso agir. Andei às voltas com a pergunta. Sabia que queria respeitar o espaço da escola (na esperança que a escola também respeite o espaço e tempo da minha família), não queria impor a minha presença. Precisava de me dar a conhecer, falar das minhas competências e da minha disponibilidade (nada de ideias malucas - o meu tempo é precioso e limitado). Assim fiz. Duas professoras antigas (a da Matilde e a do Zé Maria) e uma diretora de turma nova (a da Madalena). Por onde começar?


Disse, sem medo, "Gostava de participar em actividades da escola. Tenho alguma disponibilidade." Perguntei: "O que poderei fazer?" Com a diretora de turma da Madalena foi como que um namoro - ela foi falando das suas ideias, do que tinha em mente fazer com a turma e eu fui dizendo: "isso eu gosto... isso eu posso... para isso, poderei ter disponibilidade..." E foi assim que surgiu a ideia de poder dar apoio de duas formas: 1) nas deslocações, a pé para visitarem uma escola vizinha de crianças surdas (como acontecia lá em Inglaterra - um adulto a mais, nestas ocasiões, é uma ajuda preciosa!); 2) na costura de sacos para os jogos que serão utilizados no recreio (aproveitei para dizer que gostaria de pôr as crianças a fazê-lo ;-) costurar feltro é fácil e relativamente resistente!)

Ficámos de ir avaliando, passo a passo, a minha disponibilidade.

Com a professora da Matilde surgiu outra ideia. Cá em casa somos uns "visitantes compulsivos de bibliotecas". Carnaxide, Oeiras, Santa Cruz (no verão), Castelo Branco... Somos leitores de várias bibliotecas do país... Desde que estejamos alguns dias e ela exista, lá vamos nós!!!!


E deste gosto misturado com o lema da escola deste anos e com a ideia de que "os livros das bibliotecas são livros acariciados por muitas mãos", nasceu a ideia de criar uma Biblioteca de Turma e eu poder participar nesse projecto.

Estou entusiasmada com a ideia. Para já, ainda está tudo em aberto. A oportunidade de estar com as crianças, de as envolver o mais possivel, de levar a vida para a escola e poder contribuir para criar nas crianças esta paixão pelos livros fascina-me. A professora é a gestora da turma e da sala de aula, por isso aguardo ansiosamente instruções.

A colaboração na turma do Zé Maria está ainda por definir mas o desafio, por parte da professora já foi colocado - "terei gosto em ter os pais por aqui, falarem de algo que saibam e que possa contribuir para as aprendizagens das crianças."

Para quem leu esta minha partilha acerca do envolvimento na escola, talvez esteja a pensar que sou uma sortuda, que para além de ter imenso tempo disponivel tenho uma escola super - acolhedora. Eu diria que estas duas afirmações são "meias-verdades".

Tenho o tempo limitado e é-me muito percioso mas pensei: "quanto posso dispender por mês para me envolver num projecto de turma / escola de cada um dos meus filhos?" 3 horas em 30 dias. Acho que sobretudo pus a questão de um modo muito operacional e pensei onde teria de "roubar as horas". Talvez menos uns minutos em frente à internet, talvez tenha que fazer um ou outro almoço mais rápido... Mas é realista e acredito que será bom para todos.

Sim, a escola acolhe mas eu dei o primeiro passo. Disse de um modo seguro e firme - "estou disponivel para ajudar, quero participar." Tive a capacidade de me dar a conhecer mas também a clareza para reconhecer os limites e saber que na escola os especialistas são os professores!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Mãe, a Escola e os malfadados TPC

O ano lectivo começou e com ele vieram também os TPC (leia-se Trabalhos Para Casa). Naturalmente sou anti-trabalhos de casa. Esta posição é muito reflectida e fundamentada. Para chegar lá tive que descobrir como olho para a escola, qual o papel da escola e da família na educação dos meus filhos, como quero apoiar os meus filhos no cumprimento das regras da escola (obrigatoriedade dos TPC). Fui questionando todas as afirmações que a escola, amigos, familiares e especialistas me faziam acerca deste tema.

Os trabalhos de casa têm que ser sempre feitos na secretária? Descobri que não.

Há dias em que...

- o melhor sítio para fazer os TPC pode ser de barriga para baixo, no meio do chão (descobri junto de uma amiga Terapeuta Ocupacional que até é uma forma de fortalecer os musculos das costas, o que facilitará a posição de sentado, direito, na sala de aula).


- o melhor sítio para fazer os TPC é um jardim, em cima de uma manta, depois de um lanche saboreado na companhia da Mãe e dos irmãos. Descobri-o num dia de uma reunião de pais. Tinha 1h, entre a saída das aulas e o começo da reunião. Íamos chegar tarde a casa, só com tempo para banho, jantar e cama! As crianças estavam na escola desde muito cedo. Sair da escola por 1 h, mudar de ares, lanchar e fazer os TPC num jardim de Lisboa com uma vista linda sobre o Tejo... O que poderia ser mais inspirador?


- o ideal é estar sentado a uma mesa, ter à mão todo o material que necessitam e só se levantar depois de terminar.

- apetece mesmo saborear a companhia do irmão ou da irmã e fazer de conta que se está numa tenda ou numa casa secreta, sem mesas nem cadeiras


Percebi que tal como nos adultos o estado de espírito nas crianças não é sempre o mesmo e aquilo que funciona num dia e nos permite uma concentração máxima, pode não resultar no dia seguinte. Para mim, o mais importante é que os meus filhos se oiçam, conheçam várias formas de executar a tarefa e escolham a que melhor se adequa às suas necessidades de cada dia.

A escola tem que ser trazida para a vida familiar (da forma que ela - escola - quer)? E a vida familiar entra na escola para motivar as aprendizagens e dar sentido ao que se aprende? Não sei. Mas sei como quero deixar entrar a escola na vida da nossa família :-)

Não sou professora, por isso, quando os meus filhos têm dúvidas ou dão erros, incentivo-os a procurar a resposta certa, a ler a pergunta de novo... Se não conseguem, peço-lhes que levem a questão, no dia seguinte, para a sala de aula (os professores sabem, muito melhor que eu, explicar a matéria e, para mim, é importante que conheçam as dificuldades dos meus filhos). Às vezes resistem. Nessa altura, treinamos (fazemos de conta) o que dirão ao professor. "Então, Matilde porque não fizeste esta pergunta?" / "Porque não sabia" // "Porque não percebi". Tento perceber o que os faz ter medo, vergonha, receio... de expor a dúvida e conversamos sobre isso. Conto-lhes histórias minhas em que experimentei os mesmo sentimentos.

Este ano pensei como queria levar a vida familiar até à escola, individualmente, junto de cada um dos meus filhos e surgiram ideias muitos giras que prometo partilhar em breve. Tudo bem realista e tendo em conta que sou uma Mãe Sozinha que Trabalha :-)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vida de Mãe quando um filho está doente :-)

A vida de uma Mãe quando um filho está doente torna-se muito mais dificil. Para além da preocupação com o seu estado de saúde, existem ainda outras questões práticas: Vou trabalhar ou fico com ele? Vou trabalhar o dia inteiro ou só uma parte? Poderei trabalhar a partir de casa e ficar com ele? Como lhe posso dar atenção e cumprir as minhas obrigações profissionais? Os desafios são mais que muitos.

O primeiro post da Hora da Mãe, desta semana, deveria ter sido publicado ontem mas de sábado para domingo, o Zé Maria ficou doente e isso alterou a nossa vida familiar.

Foi preciso fazer medicação, o que incompatibilizava a ida à escola. Ficou comigo e as aventuras foram mais que muitas. A primeira coisa que tive que aceitar foi que o meu ritmo de trabalho iria decrescer na 2ª e na 3ª feira pois ele estaria em casa e eu acumulava cansaço do fim de semana. Transformei-o no "assistente da Family Coaching" e anunciei-o alto e bom som. Isto significava que tinha que me acompanhar nos trabalhos externos e que me ajudar quando estivessemos em casa. Assim foi!


(foto tirada pelo Zé Maria)

Tive que ser bastante criativa para o ocupar. Na 2ª feira à tarde, estava imenso calor e lembrei-me o quanto eles gostam de brincar com água - um lençol turco no chão, um alguidar com água e foi dia de banho para os bonecos e de lavagem da sua roupa. Dedicámos algum tempo à culinária - fizemos panquecas para o lanche (feitas com o delicioso leite Vigor - que tanto me faz lembrar a minha infância). Como sobraram algumas, levou-as para as irmãs comerem ao pequeno almoço do dia seguinte.

Eu diria que 3ªfeira foi um dia mais cheio e mais completo. Tivemos que ir ao banco. Foi uma experiência gira e enriquecedora. O Zé Maria descobriu que existem máquinas que contam o dinheiro, aprendeu que podemos fazer depósitos nos balcões, nas máquinas ou com envelopes na modalidade "depósito express". Quando utilizou uma máquina, percebeu que é importante saber ler para podermos seguir as instruções. E eu, fui explicitando tudo isto (acho que isto é promover a literacia e descobrir para que servem as aprendizagens escolares!).

Ontem estava decidido a cozinhar de novo. Inventou uns folhados de espinafres salteados com passata de tomate. Foi uma diversão e tanto - fomos à mercearia local comprar 2 pés de espinafres frescos que depois foram amanhados por ele. Todas as etapas da receita foram executadas pelo Zé Maria, eu apenas supervisionei e dei apoio nas tarefas mais dificeis (por exemplo, ligar fogão). E porque o meu filho é um rapaz de muito alimento, considerou prudente fazer, para além dos folhados, uma massa com passata de tomate (feita com os tomates de Coruche dados pela Tia Ana). Um almoço vegetariano foi o que saboreámos.


(as duas últimas fotos foram tiradas pelo Zé Maria)

Durante a tarde houve mais uma oportunidade de trabalhar comigo - contei com a sua ajuda para "picar" os documentos da minha empresa. Foi giro - mais uma vez comentei com ele a importância de saber ler os números por extenso. Acho que esta foi mesmo uma tónica nestes dois dias - perceber para que servem as aprendizagens escolares. Recordo que enquanto cozinhávamos, falámos do que os cozinheiros têm que saber - de matemática, para saber calcular as quantidades; de língua portuguesa para poderem ler e escrever receitas; de ciências para escolherem os melhores alimentos... E ele rematou: "Eu posso ser cozinheiro porque sou excelente a matemática e sou bom a português!"

Conversámos imenso sobre profissões (não terei estado a apoiá-lo a fazer descobertas e reflexões em torno de escolhas vocacionais mesmo antes de chegar ao final do 9º ano de escolaridade?).

Hoje estou contente porque ele está melhor e voltou à escola cheio de novas aprendizagens (será que a professora vai reparar?) e eu posso concentrar-me a full time no meu trabalho. Fico, no entanto, a pensar: Será que não era importante uma vez por mês ou uma vez de dois em dois meses os meus filhos faltarem à escola e acompanharem-me durante um dia? Não seria essa uma oportunidade de descobrirem imensas coisas e dar sentido ao que aprendem na sala de aula? Ir a um banco, só se pode fazer de 2ª a 6ª :-) Não sei. A ideia fica no ar...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Re-Organizar as rotinas

O inicio de um ano lectivo é, cá por casa, altura de re-organizar e de sonhar também. Começamos todos com a memória cheia de coisas boas do verão e com muitos sentimentos à mistura. A ansiedade de quem muda de turma (e de ciclo). A alegria de quem reencontra amigos. A impaciência por voltar a jogar à bola no recreio. O desejo de comprar material novo e de lhe sentir o cheiro. A propósito de tudo isto conversámos um dia. Comecei por partilhar com as crianças o que sentia quando regresso ao trabalho depois das férias. Foi giro. Eles falaram, sem dificuldade, do que lhes ia na alma. Discutimos estratégias para enfrentar os sentimentos mais negativos (por exemplo, "O que podemos fazer quando sentimos vergonha?"). Falaram também do calendário de sonho da sua escola - "um mês de aulas, férias" / "aulas e quando estivessemos cansados, férias".

Cá por casa, este ano, foi necessário adoptarmos um horário mais anglo-saxónico e reforçarmos a equipa que habitualmente somos. Foi giro perceber como têm interiorizado que se fizermos as tarefas em conjunto é mais fácil e sobra mais tempo. Habitualmente, de uma forma mais ou menos livre deixo escolherem em que querem ajudar - a pôr a mesa, a fazer o jantar, a lavar a loiça, a estender a roupa da natação...



Às vezes, pergunto-me: será que estou a exigir demasiado deles? Acho que não. Consegui descobrir o equilibrio - mostrar-lhes que têm um papel importante na vida da nossa família sem que as tarefas assumam um caracter de "obrigatoriedade militar"!

Como os faço compreender a importância da sua ajuda? De forma muito criativa, dependendo do estado de espírito :-) Há dias em que ponho o jantar na mesa, mesmo sem estar posta e pergunto: Como vamos comer hoje? Disposta a não ir buscar pratos, talheres etc e tal. Há dias em que dou um incentivo: Podem ver o programa de televisão quando terminarem as tarefas.



Varia mesmo muito, dependendo da energia (e do cansaço), da criatividade, da paciência... Do dia da semana e da hora. Procuro ter sempre presente o que é que eu quero nesse dia e o que é mais importante para mim e para eles. E funciona!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Entre a escola e a vida... Coisas giras para fazer :-)

Às vezes, como Mãe, sinto-me espartilhada entre a vida e a escola. Acredito que é possível isso não acontecer e misturar a vida com a escola, e uma alimentar a outra. Foi assim que, este verão, o projecto inicial de fazer um Jornal de Férias se transformou num Caderno Especial para cada uma das crianças (tipo um Diário de Bordo, onde cada um registava o que queria - desde o que sentia até às compras que tinha feito na praça, mas para o qual eu também ia dando inputs). Como "nota de abertura" entreguei um fotocópia de um pedaço de um mapa de Portugal onde tiveram que identificar a localidade onde moramos e o local onde estávamos de férias (desafiei-os a procurarem e assinalarem as terras por onde tínhamos passado na viagem e de que se lembrassem).

Queria que aprendessem a usar um mapa (de estradas) e por isso, estendi um no chão da sala e uma nova aventura começou! Falámos de escalas - o que são e como funcionam :-)



Quando eu era criança recordo-me que gastava folhas de papel vegetal a fazer "fotocópias em espelho". O que eu me divertia!!! Resolvi partilhar essa descoberta - foi um sucesso.



Ler no café. Mesmo com barulho, com televisão ligada... Ler no café é bom! Eles puderam descobri-lo este verão.



Afinal é mesmo possível a escola alimentar a vida e a vida servir como mote para as aprendizagens na escola.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Às voltas com a lã no verão de Setembro


Numa das minhas idas ao Porto, visitei a Ovelha Negra. Adoro fazê-lo. Pelos materiais e pelo acolhimento simpático da Joana. É delicioso poder trocar ideias (quando não estou por lá, vou seguindo as novidades através da Ovelhinha Negra e do Facebook). Fui. Mesmo antes de chegar a nova coleção. Não resisti e decidi trazer logo alguns novelos (simpaticamente oferecidos) para ir tricotando.



Num dos dias em que o tempo esteve menos quente agarrei-me à lã e às agulhas. As crianças resolveram acompanhar-me... Hesitaram entre o tricot e o crochet mas acabaram por se decidir pelo último. Achei por bem começar apenas pelo "cordão". E assim foi. As meninas fizeram pulseiras de lã, de várias cores. Confesso que foi uma aventura com a Matilde porque é canhota. Acabei por lhe demonstrar como era e deixei-a explorar livremente a posição que lhe era mais confortável. E conseguiu!!!



O Zé Maria foi recuperar um tricotin que estava cá em casa (presente antigo). Agarrou-se a ele e foi muito bem sucedido. Foi giro. Acabei por lhes falar de histórias antigas de um dos meus avôs, que um dia partiu uma perna e fez quilómetros de fio no tricotin. Mais tarde, a minha avó transformou ou novelos de fio saídos do tricotin em almofadas e mais almofadas que ainda existem :-)



Agora, o sol voltou cheio de força e por isso acredito que também nós voltemos aos programas mais de verão. O bichinho já ficou. Quando chegar a chuva já temos algo bem divertido com que nos ocupar!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ideias simples para dias de chuva

Os dias de chuva podem ser uma verdadeira aventura para qualquer mãe ou pai. Fechados muito tempo em casa e parece que ficam "virados do avesso". Acho que é mais exigente para nós adultos mas um dia de chuva pode ser bem divertido e, com um pouco de engenho, até conseguimos uns minutos de paz e descanso :-)

Hoje foi um desses dias. E a imaginação teve que funcionar. Acho que a maior parte das vezes gosto de lhes propor actividades extraordinárias mas depois acabo por descobrir que as rotinas do dia a dia fazem o seu encanto, especialmente se forem regadas de alguns ingredientes - respeito pelo que fazem (mesmo se não for exactamente como eu desejava), imaginação (por exemplo, depois de prepararem o almoço brincamos aos restaurantes com adereços, blocos para anotar pedidos, ementas...), descontração (porque não é ao meu ritmo!), tolerância (porque a confusão é bastante).



A culinária e a aspiração estiveram na ordem do dia e correu muito bem!



No final, há sempre espaço para agradecer a colaboração, destacar o que fizeram bem e elogiar (elogiar muito o trabalho concretizado). Hoje, o Zé Maria dizia "eu gosto dos dias assim, com chuva e que fazemos estas coisas"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dia da Criança - um presente inesperado!

Este ano, no Dia da Criança a Matilde acordou com febre. Estava doente. Tinha decidido "personalizar o dia", transformá-lo e torná-lo especial à medida de cada um. A doença da Matilde obrigou-a a ficar em casa e foi a partir desse facto que fizemos um trabalho bem giro. Ela gosta muito de pintar, desenhar, colar... Propus-lhe que o fizessemos "a meias" - ela escolheu a imagem e depois foi só pôr mãos ao trabalho. Ah! Utilizámos um daqueles blocos que para além do desenho trazem autocolantes, stencils, folhas com padrões diversificados...



Uma vez finalizada esta parte, comecei a escrever uma história inspirada na boneca que tínhamos colorido. Escrevemos um texto a duas mãos. Eu diria que foi a primeira composição escrita, formal, da Matilde. Ficou linda! E depois acabou por ser o ponto de partida para outros trabalhos onde explorámos a ortografia e fizemos correcções de erros.



No final do dia, sentada na bancada da cozinha, a dar-me as molas enquanto eu estendia a roupa, comentou: "Eu não preciso de ir à escola para aprender as coisas importantes!" Acredito que na sua memória ficou registado, apesar da doença, um Dia da Criança único e muito especial!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Os recantos da Mãe (e dos filhos!)

Se há coisa que eu aprecio, são os recantos lá de casa. Tornam-na mais acolhedora. Adoro criar espaços que permitam que cada um crie o seu projecto, se isole, tenho o seu tempo na nossa muito animada família de 4! Gosto de pôr os materiais e os objectos acessíveis às crianças. Acredito que deste modo lhes disperto a imaginação e a criatividade. Passo a mensagem de que "podem fazer sozinhos" e isso é bom para todos - para eles e para mim.

Foi assim que nasceu o cantinho da costura, do tricot e do crochet, que tantas vezes nos apela a trabalhar (em equipa ou individualmente) nos projectos que vão surgindo (como a T-Shirt da Matilde ou a Bolsa para o telemovel).



Foi a olhar para os cantos lá de casa, imaginando que cada um pode escolher um sítio para se recostar e ler que nasceu o cestinho dos livros. Com esta ideia, a Hora de Ler ganhou mais expressão e significado.


É assim que a nossa casa se vai tornando única, especial e muito acolhedora!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O encanto da máquina de escrever


Foi uma descoberta por acaso. Já estava cá em casa há muito tempo. Escondida. À espera de fitas novas para que pudesse ser explortada. Não resistiram. A curiosidade foi mais que muita. Quiseram experimentar. Mesmo assim. "Mãe para o ano posso fazer os meus trabalhos aí? Achas que no 5º ano me deixam? / Claro que sim! Porque não?"


A dificuldade foi gerir tanto entusiasmo. A minha criatividade de mãe ficou a pensar como poderia usar esta máquina... Com as férias de verão em pleno, lembrei-me que podia ser muito giro registarem o que lhes apetecer e criar um Jornal de Férias.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Convidar amigos é bom

A Matilde não cabia nela de tanta alegria. Pela primeira vez uma amiga dela (só dela) vinha dormir cá a casa. Decidimos fazer um convite. Tudo feito por ela - a parte plástica (e artística) e o texto também. Delicioso - maiusculas misturadas com minusculas, erros normais de quem está a começar, de quem escreve como pronuncia...



A produção foi tal que ainda sobraram. A cozinha, claro está, foi o lugar de eleição para os trabalhos manuais



sábado, 21 de maio de 2011

Para a professora: uma prenda especial

"A Tânia fez anos. Eu quero oferecer-lhe um presente. Podemos comprar, mãe?" / "Do que é que a Tânia gosta?" / "Da Kitty, de cor de rosa..." / "O que podíamos fazer-lhe?" / "Uma bolsa para o telemóvel." Com pouco material pusemos mãos à obra.



A atenção e a concentração eram imensas. Completamente indiferente ao que se passava à volta. Para mim, o primeiro passo é criar gosto pelo que se faz. Por isso, deixei-a explorar o material, escolher a posição que lhe dava mais jeito. Sem restrições.



O produto final estava muito bonito.

A t-shirt da Matilde: o poder da transformação



Tínhamos acabado de transformar uma t-shirt do Zé Maria para a aula de Expressão Dramática. Tinha crescido. Foi preciso um número maior. Aproveitámos a estampagem. Do móvel saiu uma t-shirt (também dele) ainda mais antiga mas com a tinta do nome já gasta. A Matilde candidadou-te a ficar com ela. Pus mãos à obra e o resultado foi este.