quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um exercicio de confiança e de responsabilização...


Não é fácil fazer o que apregoamos. É simples dar ideias aos outros mas pôr em prática o que dizemos, isso é outra conversa. No domingo, acordei determinada a fazer algo diferente, inspirada em experiências que já tinham resultado. Na porta de casa afixei uma lista:

O que cada um tem que fazer
O que acontece se não fizer?
1. Arrumar a roupa do quarto.


2. Arrumar disfarces do quarto dos brinquedos.

3.Fazer TPC's

4. Arrumar material escolar.


5. Estudar para os testes.

6. Arrumar coisas para irem para casa do pai.
1. Quando a roupa está num monte não é lavada.

2. Se tiver tudo desarrumado, o quarto não é aspirado nem limpo.

3.Tem falta de TPC's

4. Tem falta de material. Não pode fazer trabalhos.

5. Estudar = Boa nota; Não estudar = Má nota
6. Coisas arrumadas = Vão; Coisas não arrumadas = Não vão, ficam.


Rapidamente surgiram perguntas:

"Mãe, podemos fazer pela ordem que quisermos?" / "Sim, podem"
"Mãe, até que horas temos que ter isto tudo feito?" / "Até à hora do jantar, 19h30 - 20h"
"Mãe, podemos não fazer tudo? Eu não tenho testes." / "Sim, podem. Cada um faz o que precisa"

Depois, foi deixar correr o dia. Confiar neles. Responsabilizá-los pelas escolhas que fariam. Acreditar que iam cumprir. Acreditar que as consequências estavam bem estabelecidas e valiam por si. Verificar que aquilo que defendo, diariamente, no meu trabalho funciona mesmo (consequências relacionadas com o comportamento; disponivel para as aplicar se for necessário...). Funcionou!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Saída das minhas mãos...

A semana chegou ao fim (ou começou, depende do ponto de vista!). Os miudos partiram mas deixaram uma ementa totalmente feita por eles, passada a computador, para a próxima semana, quando regressarem. Apresentaram-ma para aprovação, tendo em conta a minha agenda profissional e, depois do meu ok, foi só imprimir o que os mais pequenos tinham estado a escrever no computador.

Para a escola seguiu a minha mais recente obra de arte - uma almofada para o espaço da biblioteca de turma da Matilde. Um lado tricotado com lã, para se poderem sentar durante os dias frios. Outro lado tricotado com pedaços de t-shirts velhas, para usarem no calor da primavera.



O que me tem fascinado? A disponibilidade dos miudos para partilharem comigo as tarefas domésticas. O que me tem sabido bem? Os fins de semana. O domingo só nosso, para tentarmos fazer tudo o que não temos tempo de 2ª a 6ª, tudo o que nos apetece... Filme na televisão ao domingo à tarde, lanches preferidos, estar com amigos, não fazer nada...

Hoje a casa é grande e está vazia. Amanhã o coração ficará cheio - vou à escola, na minha hora de almoço, contar uma história à turma da Matilde.

PS: Este fim de semana voltei a fazer rissois (Mãe, como é que sabes fazer essa massa? / Apresentei-lhes a Teleculinária e o Chefe Silva!)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 chegou...

O tempo voa. Há muito tempo que não escrevo. O novo trabalho. Os preparativos do Natal. As férias escolares. O final de 2012 e a chegada de 2013. Foi rolando:
  • quanto ao trabalho - mantenho-me em modo de adaptação; cada dia que passa, melhor; mais tranquilo
  • o Natal - foi vivido de uma forma tranquila; o calendário do advento foi elaborado de acordo com o desejo das crianças, inspirado em muitos blogs; não foi obra feita logo no dia 1 de dezembro; fomos construindo semana a semana; ainda está na sala, com tarefas por realizar que o tempo de Natal só termina com a chegada dos Reis Magos, dia 6
  • as férias foram diferentes - desta vez a Mãe trabalhou e as crianças estiveram ocupadas entre actividades no Museu das Comunicações, tempo com os avós, com os amigos... houve de tudo, ao ritmo e gosto de cada um (faz-me tanto sentido respeitar os interesses deles)
  • logo depois do dia 25 fizemos os nossos votos para 2013; as crianças estariam com o pai, por isso antecipámos balanço de 2012 (O que queriam agradecer? O que aconteceu de bom?) e os desejos para 2013
  • ah! pela primeira vez, desde que estamos só os 4 fizemos uma celebração do Natal mesmo como eu gosto - depois do reboliço de andar de casa em casa, terminámos o dia 25 a fazer o NOSSO jantar de Natal, a celebrar o nascimento de Jesus. Comida especial, do agrado de todos, sem stress e sem horas, jogos de tabuleiro em família... Uma delicia!
Agora estou quase a poder sentir-lhes o cheiro pela primeira vez neste ano, a abraçá-los com toda a minha força... Acreditando que 2013 dará continuidade ao nosso tempo de advento - viver, no dia a dia, o amor que celebrámos no Natal!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Da evaporação à condensação


Como partilhei no último post, neste momento vivemos momentos de grande agitação e mudanças. Abracei um novo projecto que leva ainda mais para o terreno e me permite trabalhar numa das minhas áreas de eleição (ou melhor, de paixão!) - a escola! Quando partilhei com os miudos a novidade, fizeram-me uma pergunta simples: "E tu querias, Mãe? Gostas desse trabalho?" Na altura fiquei a pensar - O que importa realmente? O que nos deveria mover? A paixão! Com ela, a motivação, o espírito de sacrificio, a alegria... tudo viria inevitavelmente.

Ora bem, assim, vejo-me ainda mais mergulhada na escola, no processo de ensino - aprendizagem, no papel de cada uma das variaveis da equação "aluno - professores - família". Às vezes, tenho dificuldade em aceitar que não se compreenda a criança, não se conhecça o seu nível de desenvolvimento, que não se arrisque experimentar novas estratégias para ensinar.

Ontem, andava eu às voltas, a tentar descobrir como apoiar os 3 no estudo para os testes, quando me dei conta que o ZM estava com dificuldade em memorizar uma série de coisas relativamente ao ciclo da água. Levei-o à cozinha. Enchi a chaleira de água. Liguei-a. Perguntei-lhe: "O que temos aqui dentro?" / "O que acontece à medida que a água aquece? O que estás a ver a sair da chaleira?" Pus um prato por cima do fumo que saía da chaleira, depois virei-o e mostrei-lhe. Perguntei: "O que aconteceu ao vapor?" Lá ficámos com tudo esclarecido - da evaporação à condensação!

Não resisti, no fim de tudo, a dizer: "Ai se eu fosse professora..." Do outro lado ouvi: "Mas a minha professora não tem chaleira na sala." Aí, foi mais forte do que eu: "E se eu fosse professora?" Simples: "Levavas a tua chaleira para a sala."

Será que sou eu que vejo muitos filmes??? Ou não será simples concretizar para que possam aprender?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tantas coisas, nem sei para onde me virar!!!!! Tudo para agradecer.


Tenho andado a mais de 1000 à hora. Imensas coisas a acontecerem ao mesmo tempo:
  • um novo desafio profissional
  • as crianças cheias de testes
  • o equilibrio do nosso dia a dia que teima em fugir
  • a escola sempre a criar desafios que não lembram ao diabo
Muitas inspirações para pensar e para escrever!

Mas hoje é dia de Acção de Graças. E, por acaso ou não (porque como já tantas vezes escrevi, eu não acredito em acasos), esta semana, quando as crianças chegaram tinham um desafio à sua espera - coloquei numa das portas, uma mica na horizontal, dividida ao meio com agrafos para criar 2 bolsas. Numa pus pedaços de papel (daquele que habitualmente re-utilizamos) com a indicação "Tira um e escreve uma coisa do dia de hoje pela qual queiras agradecer". Na outra dizia: "Coloca aqui o papel dobrado. No domingo, vamos oferecê-los todos." 

Tem sido muito giro. Uma ideia simples que cria um momento de paragem para todos, que nos obriga a pensar, mesmo antes de ir dormir nas coisas boas do dia. Quem sabe se assim não alimentamos os sonhos bons da noite???!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ideias de sancks para levar para a escola


Esta é uma questão que de vez em quando surge - o que mandar para os lanches da escola? Não sei se muitas mães e pais se debatem com esta questão mas, em menos de nada, odeiam o que ainda na semana anterior era a sua perdição. Por isso, há alturas em que invisto muitas das minhas energias na procura de alternativas. A semana passada foi um desses momentos. Fizemos várias experiências e algumas muito bem sucedidas:
  • os dois mais velhos descobriram que levar amendoins (sem ser salgados) é muito bom; preferem descascá-los em casa, de uma assentada só; a Matilde que não aprecia este fruto seco colabora (e até gosta bastante) na tarefa de descascar;
  • expeimentámos, pela primeira vez, fazer croissants em casa (com a massa apropriada do Continente); foi um sucesso - "Mãe, podemos comê-los simples, com chocolate, com doce... com o que nos apetecer!"; foram eles que os fizeram, eu só pus o tabuleiro no forno;
  • fizemos bolachas de massa de pizza - comprámos uma massa pré-cozinhada (daquelas frescas) e cortámo-la com o cortador de bolachas; algumas foram simples, outras foram pinceladas com pesto (muito importante - com um garfo fazer furinhos na massa para o ar ir saindo e elas não ficarem todas empoladas).
Para a semana, tenciono repetir algumas destas ideias e experimentar outras. A massa quebrada também deve dar umas belas bolachas... Poderei pôr-lhes sementes de sésamo ou alecrim seco cortado muito fininho... Vamos ver o que vai sair! 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O que dita a imaginação...

Enquanto a Matilde e o Zé Maria se empenhavam na construção de blocos de notas para as missões de agentes secretos que viveriam sábado à tarde com os seus amigos, a Madalena perdia-se no seu mundo da leitura.

Um ducel que tem sido o encanto dos 3. Dormir, ler, fazer cabaninhas... O que a imaginação tem ditado!