quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O leite Vigor, as memórias de infância e, de novo, os finais de dia

A chegada dos novos batidos da Vigor - chocolate e capuccino - deram o mote para a criação de um restaurante. Em menos de nada, depois de descobrirem que tinham leitinhos Vigor à sua espera para os lanches e pequenos - almoços, as crianças transformaram a cozinha lá de casa numa copa de restaurante.


Estava tudo presente - pratos e talheres, tachos para ir ao lume, o esparguete a sair e a ser escorrido e até o bloco para anotar os pedidos. Quando entrei na cozinha fiquei paralisada - tinha de decidir se me irritava ou se entrava na brincadeira. Mudei de divisão para respirar fundo, ganhar tempo e pensar "O que é que eu quero?" As tarefas escolares estavam realizadas. Ainda tínhamos tempo. O jantar estava adiantado. Pois bem, entrei na brincadeira. Resolvi ser uma cliente que ia fazendo os pedidos.


A cada pergunta - "Podemos pôr no fogão, a fingir?" / "Podemos pôr no forno, a fingir?" Eu ia respondendo: "Sim, claro, mas é para manter tudo desligado." À medida que ia consentindo ia recuperando as minhas memórias de infância, do tempo que passava em casa dos meus avós paternos e de como me deixavam "fazer de conta". Sei que essas vivências e o ter podido, brincando, experimentar tantas coisas me deram "bagagem" para muitos desafios que a vida me foi colocando. Por isso, fui respondendo, de sorriso na cara: "Sim, podem."


As minhas reflexões levaram-me até ao ponto em que constatei que, por vezes, sinto vontade e necessidade de "fazer de conta que sou avó" - dar-lhes uma liberdade controlada, uma premissão para testar aprendizagens. Se acredito que vale a pena? SIM. A Madalena, cada vez se sente mais segura e autónoma na cozinha. Ontem fez, mais uma vez, uma receita - do principio ao fim (desde a seleção do que fazer, ingredientes, execução e arrumação final). Sem que eu tenha intervido.

E é tão bom alimentar o meu lado infantil e continuar a ser capaz de brincar ao faz de conta!

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