sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maio mês da Mãe, talvez mês da Mulher, definitivamente mês de Mim


Há imenso tempo que não escrevo. Não que não em apeteça. É a vida que às vezes me atropela. Surgem umas coisas atrás das outras - é o trabalho, é a casa, são os miúdos, são os amigos, as festas, a família alargada. É tudo e tudo ao mesmo tempo. Mas sinto falta de escrever, por isso estou de volta com ideias, reflexões, acontecimentos, sugestões de leitura. Talvez não precise de ser tão exigente com os meus post. Talvez o mais importante seja mesmo escrever. Por isso, aqui estou eu, de volta.

Maio começou de um modo diferente. Quase sem dar conta, fui atrás da recuperação de miminhos, momentos, companhias. É verdade que no primeiro fim de semana foi o dia da Mãe. Assinalado de muitos modos lá por casa - com idas à escola em vários dias (que dificuldade conciliar e chegar a tudo, mas lá dei conta do recado), com presentes feitos pelos miudos, com miminhos e beijinhos mas... também com zanga, irritação e discussão. Na verdade, logo de manhã não começou da melhor forma. Tinha sonhado e deixado escrito o que queria - um pequeno almoço em familia, sentados à volta da mesa da sala. Sabem como aconteceu? Comi sim um belo pequeno almoço mas sozinha e na mesa cozinha. Saboreei o que tinha e ignorei as birras e os desentendimentos. Tive que escolher o que era mais importante para mim. Mas a vida não é assim, feita de escolhas?

O mês de Maio continuou para além do Dia da Mãe. Tive visitas nocturnas de amigas, para pôr a conversa em dia e matar saudades. É assim que faço, quando estou com as crianças e quero aproveitar as noites para estar com amigos - chamo-os lá a casa, ofereço chá, café bolinhos e dois dedos de conversa. Há tanto tempo que não fazia isto. Soube tão bem.

E neste reboliço da vida, perdi até, nos dois ultimos meses, o meu jantar mensal de mulheres. É incrivel como num instante vamos adiando o que é tão importante para nós, o que nos dá alento e nos faz bem à alma. Inventamos desculpas, as agendas tornam-se complexas e de repente vivemos numa rotina louca, tão diferente do que imaginámos. Mas este mês, recuperei esses encontros. Já está. Já foi. Logo no inicio para ter a certeza de que acontecia.

Hoje é 6ªfeira. E já sei muito bem o que quero para este fim de semana. Tempo para mim. Para descansar. Para dormir. Para recuperar. Para não fazer nada. Para fazer o que me apetecer. Ao meu ritmo. Sem horas. E que bem que me sabe olhar para mim, pensar no meu Eu, no que me dá energia e premite o meu equilibrio. Quando me desoriento, há um livro que me ajuda a pôr na estrada certa, que me dá ideias, que me faz pensar no que é importante para mim - O segredo das mães felizes. Pode ficar em jeito de sugestão ;-)



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