Ontem lá fomos nós - eu e o Zé Maria. Mikado numa mão para enganar o medo e a ansiedade enquanto aguardávamos na sala de espera. Na outra, uma caixinha com leite e o dente partido. Enquanto íamos para lá, fomos conversando sobre o que poderia acontecer - se doía, se daria para aproveitar a parte partida, como ficaria a seguir... Treinámos o que dependia do Zé Maria para relaxar e se distrair - a respiração e os pensamentos bons (ontem, ainda antes do jogo, ia imaginando os golos que a selecção marcaria).
Lá entrámos na sala do melhor dentista do mundo. Informei-o de que era importante explicar ao Zé Maria o que iria fazer, dizer-lhe a verdade e ouvir o meu filho. Assim foi. Mostrou-lhe tudo, foi explicando, experimentava os instrumentos na mão, antes de os utilizar na sua boca. Excelente!
Resultado final - um dente reconstruído, um Zé Maria sem medo de dentistas. Portou-se como um super-heroi tendo em conta os imensos minutos de boca aberta, a cooperação e a tolerância à dor. Tudo sem anestesia.
De regresso, deu tempo para passar numa livraria e comprar o número 3 da colecção As feras futebol clube e tornar este dia memorável.
Confesso que não imaginava que este feito fosse possivel tendo em conta o estado inicial do dente. Mas graças ao avanço da ciência, ao meu filho Zé Maria e... ao melhor dentista do mundo, está como se nada fosse!!!


apesar do melhor dentista do mundo e do melhor paciente do mundo não desanimem se um dia destes o remendo cair. faz parte.
ResponderEliminarJá tinha pensado nisso ;-) Mas esta semana precisei de focar o meu olhar na reconstrução, mais por ele, que por mim, Mãe Galinha, "ele assim (de dente partido) ficava com ar querido, traquinas e de Tom Sawyer"
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