segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Da evaporação à condensação


Como partilhei no último post, neste momento vivemos momentos de grande agitação e mudanças. Abracei um novo projecto que leva ainda mais para o terreno e me permite trabalhar numa das minhas áreas de eleição (ou melhor, de paixão!) - a escola! Quando partilhei com os miudos a novidade, fizeram-me uma pergunta simples: "E tu querias, Mãe? Gostas desse trabalho?" Na altura fiquei a pensar - O que importa realmente? O que nos deveria mover? A paixão! Com ela, a motivação, o espírito de sacrificio, a alegria... tudo viria inevitavelmente.

Ora bem, assim, vejo-me ainda mais mergulhada na escola, no processo de ensino - aprendizagem, no papel de cada uma das variaveis da equação "aluno - professores - família". Às vezes, tenho dificuldade em aceitar que não se compreenda a criança, não se conhecça o seu nível de desenvolvimento, que não se arrisque experimentar novas estratégias para ensinar.

Ontem, andava eu às voltas, a tentar descobrir como apoiar os 3 no estudo para os testes, quando me dei conta que o ZM estava com dificuldade em memorizar uma série de coisas relativamente ao ciclo da água. Levei-o à cozinha. Enchi a chaleira de água. Liguei-a. Perguntei-lhe: "O que temos aqui dentro?" / "O que acontece à medida que a água aquece? O que estás a ver a sair da chaleira?" Pus um prato por cima do fumo que saía da chaleira, depois virei-o e mostrei-lhe. Perguntei: "O que aconteceu ao vapor?" Lá ficámos com tudo esclarecido - da evaporação à condensação!

Não resisti, no fim de tudo, a dizer: "Ai se eu fosse professora..." Do outro lado ouvi: "Mas a minha professora não tem chaleira na sala." Aí, foi mais forte do que eu: "E se eu fosse professora?" Simples: "Levavas a tua chaleira para a sala."

Será que sou eu que vejo muitos filmes??? Ou não será simples concretizar para que possam aprender?

2 comentários:

  1. OLÁ!
    Como professora e mãe digo que é sempre possível concretizar ou inventar, desde que tenhamos mesmo vontade de ensinar. E amor ao que fazemos.
    Beijocas

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  2. Simples é, mas requer paixão. E é isso que falta à maior parte dos professores.
    Que bom que está mais perto das crianças e da escola! Só temos todos a ganhar com isso.

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