quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Julio Resende morreu. A noticia que ajudou a crescer e a descobrir um bocadinho do mundo

Ontem, à hora de almoço, li a notícia que Júlio Resende falecera. Pensei aproveitar a notícia para dar a conhecer às crianças um pouco mais sobre a vida e obra do pintor.



Imprimi uma fotografia do artista, uma imagem de uma serigrafia e outra do painel da Ribeira Negra. Escrevi numa folha o titulo da notícia que lera - "Morreu o pintor Júlio Resende (1917 - 2011) e pensei em perguntas que escrevi noutro pedacinho de papel.



Não disse nada. Deixei-os descobrir. Quando o primeiro foi à casa de banho, deu o alerta. Os outros foram a correr. Deixei-os explorar, trocar ideias. Compararam com o meu avô que falecera há um ano. Argumentavam que vivia no Porto ("se isto (Ribeira Negra) é no Porto é porque ele vivia lá"). Extrapolaram a profissão a partir do título.



Mais tarde, na hora do banho, um a um, aproveitei para retomar o tema:
- Que outra profissão ele teria? Foi professor (disse eu) De que seria?
- Gostavas de ser pintor? ("Ganha-se dinheiro?", perguntou um)
- O que achas das obras dele?

E a conversa foi rolando... Foi um ótimo pretexto para falar de escolhas de profissões, de que se nascemos e morremos na mesma terra... Um até comentava "Era giro se ele nascesse e morresse no mesmo dia."

Estou a pensar como lhes poderei lançar um desafio para resolverem, em equipa, durante o próximo fim de semana.

De facto, há muito que descobrira que as notícias que lemos nos jornais, ouvimos na rádio ou vemos na televisão são excelentes para conversarmos sobre imensas coisas. Haja imaginação!

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