Esta é uma questão com que me tenho debatido ultimamente - a arte de educar os meus filhos "fora da box". Numa socidade em que se grita o direito à diferença mas em que se olha de lado para a criança que decide vestir um disfarce para ir jantar fora (sem que seja época de carnaval). Em que se anuncia que o importante é ter trabalhadores criativos e flexiveis mas em que a escola previlegia quem faz tudo igual, responde da mesma forma (tendo em vista o resultado mais do que o processo). Num mundo em que a maioria das pessoas à minha volta dita regras só porque sim, sem pensar na razão que está por trás... Decidi, de uma forma muito consciente, educar os meus filhos "fora da box". Tenho como valores importantes a transmitir (e a fazê-los viver) a criatividade e a felxibilidade. Acredito que se experimentarem, de vez em quando, fazer coisas diferentes e ao contrário, terão mais probabilidades de dar a volta às adversidades da vida e de serem imensamente felizes.
Foi assim, com este espírito que nasceram ideias como...
- a refeição ao contrário, em que começamos pela sobremesa e terminamos na sopa
- folgar à 4ªf em vez de ao sábado (porque a Mãe trabalha ao sábado, decidimos que o fim de semana, ie, o descanso, pode ser quando nós quisermos)
- ser outras pessoas, ie, brincar MUITO ao faz de conta
- jantar farturas e churros com chocolate (nem que seja só uma vez)
- questionar a forma única de fazer TPC's (Tem que ser pela ordem que a professora diz? As palavras dificeis para o ditado têm que ser estudas, re-escrevendo-as 5 vezes ou posso inventar uma história com elas? O gosto pela leitura e pela escrita só se desenvolve escrevendo ou também podemos inventar histórias, à noite, antes de ir dormir, com fantoches?)
- "pensar fora da box" - quando ao jantar apresentam soluções únicas para os problemas, a Mãe pergunta: "E se pensasses fora da box? Uma maneira completamente diferente de fazer isso?"
Acredito que desta forma posso estar a contribuir para o desenvolvimento de pessoas verdadeiramente flexiveis, criativas e auto-confiantes. Imagino a Matilde a pôr umas meias com uns saltos altos só porque sim, porque gosta (independentemente de ser moda ou não). Imagino a Madalena a qusetionar quem lhe apresente uma verdade absoluta. Imagino o Zé Maria a encontrar várias formas de ajudar um amigo que se magoou. Imagino... Desejo... Sonho... Sou... Fora da box!

P.S. 1: Todas as fotos são de albuns Inspire me
P.S. 2: Decidi usar a terminologia "fora da box" lá por casa pois gostam do programa e apreenderam facilmente o conceito


Que post inspirador! Muito sumo para questionar uma série de coisas, no dia certa à hora certa... para mim!
ResponderEliminar-Ó Sandra também és adivinha? :)
Bj*