As férias proporcionam-nos, geralmente, relaxamento e tempo que não temos na correria do dia a dia. O coração e a alma abrem-se e soltam emoções e sentimentos mais complexos. As refeições e as viagens de carro continuam a ser os momentos, por excelência, para as revelações e as partilhas acontecerem.
É com imensa alegria que vejo os meus filhos abrirem-me o seu coração, falarem de mim, do pai, do tempo em que fomos casados, da separação e até da madrasta. Relembro, sempre o livro fantástico do José Gameiro - Os meus, os teus e os nossos (pena que esteja esgotado na Wook!). Guardo-o desde os tempos da faculdade. É pequeno. A escrita é coloquial. Sem juízos de valor. Dá uma excelente prespectiva dos vários olhares sobre a separação.
De facto, os livros são sempre os meus mais preciosos aliados. Relembro que na altura do meu divórcio (e até muito tempo depois) recorri várias vezes ao Quando a mãe e o pai se divorciam. Os livros são assim: apesar de lidos, voltam a sair da estante (as vezes que entendermos) para, de novo, serem acariciados com as nossas mãos. E isso é bom. Quando voltamos, trazemos uma outra perspectiva. Lemos a história com outros olhos. E no verão, nós lemos muito. Em qualquer terra que paremos, durante um número considerável de dias, visitamos a biblioteca local. É quase um ritual...
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